As companhias de saneamento dizem que o atraso na execução dos projetos não é responsabilidade apenas das empresas. Na maior parte dos casos, dependem de soluções que vão além das suas competências. Elas argumentam que não teriam como reduzir sozinhas o tempo gasto na obtenção das licenças ambientais, nas licitações - quando faltam empreiteiras disponíveis no mercado - e na demora do repasse dos recursos dos financiadores.
No caso do Semasa, o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (SP), a queixa é que o processo de repasse dos recursos pela Caixa Econômica Federalé fator de atraso. A instituição libera a verba de acordo com o que já foi executado. Para dar mais agilidade às obras, o Semasa começou a antecipar em 2009 os pagamentos às empresas, conta Angelo Pavin, superintendente da companhia. A medida, porém, teve que ser abortada no meio de 2010. "Isso acabou consumindo um volume de recursos significativo do orçamento do Semasa, cerca de R$ 30 milhões", diz Pavin.