O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) suspenda, em 15 dias, as operações do complexo termoelétrico de Candiota, que usa carvão mineral como combustível. A recomendação, emitida pela procuradora da República em Bagé, Paula Schirmer, inclui a chamada fase C da usina (Candiota III), que exigiu investimento de R$ 1,3 bilhão do governo federal e começou a operar dia 3 de janeiro.
Conforme o MPF, a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), que opera o complexo e é controlada pela Eletrobras, "tem violado sistematicamente, pelo menos desde 2005", os padrões de emissões de material particulado, de óxido de nitrogênio e de dióxido de enxofre estabelecidos pelo Ibama e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). Os volumes de emissões superam os limites entre 3,3 e 26 vezes, segundo a procuradoria.