A direção da Copel foi autorizada pelo governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), a retomar as negociações com a Neoenergia para a construção da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu. As duas empresas já estudaram o assunto em 2008, mas um dos principais entraves para a parceria naquela ocasião foi a necessidade de a estatal paranaense ter maioria das ações, o que foi resolvido com a alteração de lei estadual no fim do ano passado. Desta vez, a intenção é deixar o controle com a Neoenergia e, mesmo como minoritária, ajudar a resolver questões ambientais e judiciais que estão atrasando o início da construção da usina.
"A obra é em rio que dominamos há anos. Temos histórico nele", diz o presidente da Copel, Lindolfo Zimmer. Ele lembra que a usina que leva o nome do pai do governador, o ex-governador José Richa, fica no Rio Iguaçu, um pouco antes do local definido para a Baixo Iguaçu. Em entrevista recente ao Valor, ele já havia deixado clara a intenção de voltar a conversar com a Neoenergia. O executivo não revela quanto planeja investir na sociedade, mas conta que "já houve aceno de boa vontade de ambas as partes" e que vai avaliar o projeto seguindo orientação de buscar oportunidades de negócios em geração de energia.