Atraídas pelas encomendas de matérias-primas, equipamentos e serviços para a exploração do pré-sal, as indústrias mineiras se lançaram ao desafio de aumentar em 60% a sua participação nos negócios do setor de petróleo e gás até 2012. A meta parte de números modestos do mercado disputado pelos fornecedores mineiros, embora o estado represente cerca de 10% da economia brasileira. Os fabricantes de Minas Gerais não passam de um décimo do total de fornecedorescadastrados pela Petrobras e os investimentos da Refinaria Gabriel Passos (Regap), de Betim, na Grande Belo Horizonte, somam pouco mais de 1% do plano de inversões da estatal.
Só para atender projetos previstos no plano de investimentos até 2013, as compras da Petrobras no Brasil devem chegar a R$ 20 bilhões por ano, o equivalente a 64% dos desembolsos com essa rubrica, informou a companhia. A estatal planeja aplicar US$ 47,9 bilhões em novos projetos nos próximos quatro anos. Em Minas, vai contratar, este ano, 80 fornecedores, dentro de um programa de desenvolvimento de parceiros, conduzido por convênio regular mantido com o Sebrae no estado.