Empresas do ramo buscam resolução mais rápida do que a encontrada no Judiciário e fundos de investimento aproveitam a situação para financiar este tipo de acordo, que tem custos elevados
O setor de construção vê uma expansão na resolução de conflitos via arbitragem, o que vem atraindo fundos de investimentos. Combalidas pela crise econômica e o estouro da Operação Lava Jato, as construtoras buscam uma via mais rápida do que o Judiciário.
De acordo com a advogada especialista em arbitragem do escritório Souto Correa, Eliana Baraldi, além da questão da velocidade dos julgamentos na Justiça, as decisões judiciais são muito mais engessadas, sem que se leve em consideração muitas vezes as perícias especializadas que são necessárias para um segmento com o grau de especificidades encontradas na construção. "Pode haver discordâncias em aspectos de engenharia, como cronograma, problema com mão de obra etc. Os advogados e juízes não são capazes de resolver esses litígios sem a presença de um engenheiro. Se houver necessidade também de avaliar o impacto econômico, será necessária a presença de um contador", explica ela.