Venda para o setor privado geraria mais caixa para investimentos no estado de São Paulo, mas negociação com Eletrobras seria mais rápida
Pela quarta vez em dez anos, a Companhia Energética de São Paulo (Cesp) se torna ponto central de discussões entre o governo do estado e o Planalto. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) estuda a hipótese de vender a empresa para o governo federal, detentor das concessões, ou levar a companhia a leilão para atrair investidores privados. Qualquer que seja o modelo de venda, uma coisa é certa: sem renovar a concessão das hidrelétricas que opera, o governo paulista não conseguirá vender a empresa.
Em 2008, na última tentativa de venda da Cesp, o ministro de Minas e Energia Edison Lobão não deu garantias sobre a renovação das concessões, sem detalhar os motivos. Apenas afirmou que seria criado um grupo de trabalho, ligado ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), para estudar o assunto. Agora, o ministro colocou em urgência a questão de renovação das concessões e garantiu que sairão ainda neste ano. Esse impasse era justamente o grande obstáculo para o processo de privatização da empresa, há três anos. Suas principais concessões vencem em 2015: as das usinas Ilha Solteira e Jupiá, que representam 67% de sua capacidade instalada.