Grupo vende ativos para acertar pendências na área de infraestrutura. Com isso, tenta recuperar o tempo perdido na disputa para se tornar um competidor importante no setor energético.
O clã Bertin, formado por dez irmãos e liderado por Fernando Bertin, construiu um império no agronegócio a partir de um pequeno frigorífico aberto em 1979 em Lins, cidade do interior de São Paulo. Quase três décadas depois, a família decidiu repetir a dose no segmento de infraestrutura. Desde então, o grupo empreendeu uma corrida desenfreada nos setores elétrico e rodoviário. Venceu leilões para a construção de 42 usinas pelo Brasil afora, capazes de gerar 6,7 gigawatts de energia, quase metade da potência instalada de Itaipu, o que exigiria um desembolso de R$ 10 bilhões. No setor rodoviário, sua maior tacada foi a aquisição do direito de explorar o pedágio nos trechos Sul e Leste do Rodoanel de São Paulo.