O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), participou da cerimônia de lançamento da ligação entre a represa Billings e o sistema do Alto Tietê, uma das principais obras do governo estadual para combater a crise hídrica e que deverá atrasar ao menos três meses. Antes prevista para fim de maio, a obra que acrescentará 4 m³/s à vazão do manancial, orçada em R$ 130 milhões pela Sabesp, deve ficar pronta só na segunda quinzena de agosto. O governador prometeu a obra para setembro, no máximo. "Estou mais cauteloso", justificou em tom de brincadeira.
O projeto inicial era entregar a obra em duas etapas, cada uma acrescentando 2 m³/s de capacidade no fornecimento de água. Segundo o governo, optou-se agora por fazer em uma etapa só, com um canal apenas, mais largo, agregando de uma só vez a vazão de 4 m³/s. Na semana passada, Alckmin chegou a negar que houvesse atraso na obra, mas ontem admitiu a demora, dizendo que o governo preferiu seguir todos os trâmites de licenciamento ambiental. A última licença para a obra, da Cetesb, saiu dia 30 de abril, informou a assessoria da secretaria de Recursos Hídricos. "A Billings é uma gigante, impressionante o tamanho da represa, então não há nenhum problema", disse o governador.