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GC nº 89Maio 2018 Matéria 6 de 13
Sumário
  1. EditorialInovação tecnológica, a chave para um novo ciclo que desenvolvimento
  2. Jogo RápidoNovos parâmetros definem custos de obras públicas
  3. Jogo RápidoSegurança com transparência
  4. Jogo RápidoConstrução verde é um bom negócio
  5. EntrevistaOs melhores ventos do mundo
  6. EntrevistaVentos a favor
  7. Energia - Fontes AlternativasEnergia fotovoltaica em expansão
  8. Prévia M&T Expo 2018Sinais de um novo ciclo positivo
  9. Prévia M&T Expo 2018As grandes novidades na M&T Expo 2018
  10. Especial Sobratrema 30 AnosPorto do Açu: o símbolo de uma época
  11. Concreto HojeCuidado com as mudanças das características do concreto
  12. ArtigoOs recursos ambientais e os grandes empreendimentos
  13. Agenda 2018Desenvolvimento econômico e infraestrutura: por um novo projeto de Nação
Entrevista

Ventos a favor

Exclusivo GC 18 de maio de 2018 · Edição 89

Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE indicam que a geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional – SIN, em 2017, subiu 26,5% em relação a 2016. As usinas movidas pela força do vento somaram 4.619 MW médios entregues ao longo do ano passado frente aos 3.651 MW médios gerados no mesmo período de 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda a energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,4% em 2017.

A energia eólica gerada em 2017 também pode ser medida pela quantidade de lares brasileiros abastecidos por essa fonte, demonstrando em outro índice a importância dessa geração. De acordo com a resenha mensal publicada pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), o consumo médio residencial no Brasil, no ano de 2017, foi de 157 kWh por mês.

Portanto, na média, foram abastecidas 22,4 milhões de residências por mês, o equivalente a cerca de 67 milhões de habitantes, tendo registrado crescimento de 28,8% em relação ao ano anterior, quando a energia eólica abasteceu 52 milhões de pessoas.

A energia gerada pela fonte eólica em 2017 foi capaz de fornecer energia elétrica residencial a uma população maior que a da região Nordeste (mais de 57 milhões de pessoas). Considera-se que três habitantes residam em cada casa. Os dados de população são do IBGE – Estimativas da População Residente no Brasil e nas Unidades da Federação com data de referência em 1º de julho de 2017.

Fator de capacidade (FC)

O fator de capacidade da fonte eólica é a medida de sua produtividade. O valor médio para 2017 foi 42,9%, tendo atingido fator de capacidade mensal médio em setembro, com 60,6%. De acordo com levantamento do Ministério de Minas e Energia (MME), em 2016, a média mundial do desempenho das eólicas ficou em 24,7%. O MME observa em seu documento: “De 2000 para 2016 o Brasil passou de um FC médio de 20% para 41,6%.

No mundo, esses indicadores foram de 22% e 24,7%, respectivamente. Observa-se que de um FC abaixo do mundial em 2000, o Brasil evoluiu para um indicador 68% superior"

Bons ventos

Para a energia eólica, o bom vento tem que ser unidirecional, constante e não sujeito a grandes mudanças de velocidade. Esse trio de qualidades é perfeito para eólica porque as máquinas trabalham de forma constante, o que propicia uma maior produtividade para usinas eólicas.

Quando o vento muda de direção, a máquina tem parar e se ajustar, e com isso perde produtividade.

Tais ventos são abundantes especialmente no Nordeste Brasileiro. Na época de “safra dos ventos”, que vai de julho a novembro, o fator de capacidade pode ultrapassar os 60% no Brasil. Ele pode te dar detalhes disso e contar outras histórias do começo do setor.

No Nordeste, a geração eólica tem quebrado importantes recordes, segundo ONS, atendendo mais de 60% da carga em alguns dias. O último recorde de geração foi no dia 14 de setembro do ano passado, com uma geração de 6.413 MW médios, o que representa 64% da carga do Nordeste atendida por geração eólica naquele dia.

Outro exemplo de recorde, esse nacional, é que, no dia 16 de julho de 2017, 12,6% da energia consumida no Brasil veio das eólicas, com fator de capacidade de 63%.

No que se refere ao consumo do Brasil todo, importante mencionar que, em agosto, as eólicas atingiram pela primeira os dois dígitos na matriz daquele mês, abastecendo 10% do país na média do mês todo. Em setembro, esse valor foi de 11%.