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GC nº 80Junho 2017 Matéria 14 de 22
Sumário
  1. EditorialArticulação estratégica para mudar o futuro
  2. Jogo RápidoLicenciamento ambiental do Ferroanel Norte é aberto a consulta pública
  3. Jogo RápidoGoverno de São Paulo anuncia licitação para duplicar a SP-250
  4. Jogo RápidoMais um complexo eólico no Nordeste
  5. EntrevistaNada será como antes
  6. Semana Das Tecnologias IntegradasUnião que confirma a força
  7. Semana Das Tecnologias IntegradasA rua como espaço do convívio solidário
  8. Semana Das Tecnologias IntegradasConcreto em contínua evolução
  9. Semana Das Tecnologias IntegradasSem planejamento o BIM perde eficácia
  10. Semana Das Tecnologias IntegradasSelo Casa Azul: certificação ampliada
  11. Semana Das Tecnologias IntegradasSustentabilidade: apoio privado para alavancar o mercado
  12. Semana Das Tecnologias IntegradasReúso e eficiência em ETEs
  13. Semana Das Tecnologias IntegradasEfluente verde
  14. Semana Das Tecnologias IntegradasVedar para não estressar
  15. Semana Das Tecnologias IntegradasConsolidando a cultura da ética
  16. Semana Das Tecnologias IntegradasRental: fazendo do limão uma limonada
  17. Semana Das Tecnologias IntegradasProntos para a retomada do crescimento
  18. EnergiaEnergia que vem do lixo
  19. EnergiaSistema de contenção empregou tecnologia Terramesh Grid
  20. Concreto HojeIPT aperfeiçoa o uso de argila na produção de cimento
  21. ArtigoUrgente: mudança de rumo das cidades
  22. Agenda 2017Infraestrutura e desenvolvimento
Semana Das Tecnologias Integradas

Vedar para não estressar

Exclusivo GC 4 de julho de 2017 · Edição 80

O conhecimento dos tipos e aplicações de vedações — bem como a execução do projeto impermeabilizante em harmonia com os outros projetos envolvidos na edificação — são essenciais para evitar gastos com restaurações que chegam a 50% do custo da obra. A importância da implantação de sistemas de impermeabilização em obras e o caráter crucial da observância a normas técnicas que têm como meta garantir a estanqueidade das estruturas e a vida útil das edificações foram alguns dos pontos do módulo de palestras Sistemas de Impermeabilização, realizada no último dia do Sobratema Summit 2017.

Na primeira apresentação, conduzida pelo diretor do IBI — Instituto Brasileiro de Impermeabilização, José Miguel Morgado, ficou claro para o público como a adoção de sistemas impermeabilizantes tem grande influência não só na qualidade da obra, mas também na administração dos patrimônios de uma construtora. Pesquisa da instituição mostra que o custo da implantação de um sistema de impermeabilização na edificação representa em média de 1% a 3% do custo total da obra, considerando projeto, consultoria, fiscalização, execução e materiais. No entanto, todos os transtornos estruturais advindos da ausência de materiais impermeabilizantes ou de sua aplicação incorreta podem fazer com que os gastos para a realização de restauros e reformas posteriores à conclusão da obra disparem para algo entre 40% a 50% do custo total.

“A infiltração de água acarreta uma série de patologias como corrosão de armaduras, eflorescência, degradação do concreto e argamassa, curtos circuitos etc, gerando altos custos de manutenção e recuperação”, salientou Morgado. Estes problemas podem estar na raiz de doenças respiratórias que acometem os ocupantes dos imóveis. Morgado lançou mão de uma pesquisa de 2008 da construtora Método para ilustrar a deficiência institucionalizada da construção civil brasileira com relação a sistemas impermeabilizantes: problemas no combate a infiltrações foram responsáveis por 32% de todas as chamadas de sua assistência técnica naquele ano.

A instalação de um projeto de impermeabilização, segundo Morgado, deve obedecer à norma 9575, publicada pela Associação Brasileiras de Normas Técnicas — ABNT em 2010 e que dispõe sobre todas as fases do projeto, sobre especificações quanto aos tipos de materiais impermeabilizantes disponíveis e as aplicações de cada um, bem como o planejamento, no momento da execução do projeto, referente às suas interfaces com outros sistemas que compõem a estrutura. “Um profissional não pode desconhecer normas técnicas antes de realizar uma obra. São quase 20 normas apenas para impermeabilização”, avisa Morgado.

É no projeto executivo que a construtora, baseada nas informações fornecidas pelos fabricantes e aplicadores de impermeabilizantes, irão compilar um manual de uso que irá dizer ao usuário em que estruturas ele deve realizar a manutenção — laje, piscinas, caixa d’água — e de quanto em quanto tempo. “A consecução fiel destas recomendações é crucial para que as vantagens de um projeto de impermeabilização sejam sentidas: menor custo final, maior tempo de vida útil do revestimento e valorização do patrimônio”, conceitua Morgado.