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GC nº 41Setembro 2013 Matéria 17 de 32
Sumário
  1. EditorialUm compromisso para o futuro
  2. Jogo RápidoTerminal 3 do Aeroporto de Guarulhos entra em fase final
  3. Jogo RápidoGoverno do Ceará prepara concessão do VLT do Cariri
  4. Jogo RápidoMateriais de construção venderão menos em 2013
  5. Jogo RápidoMakro inicia operações na Siderúrgica de Pecém
  6. Jogo RápidoFoton Aumark terá fábrica no Brasil
  7. Jogo RápidoGoverno Federal entrega 100 retros JCB a municípios paulistas
  8. Jogo RápidoVolvo inicia projeto para melhorar a mobilidade em Curitiba
  9. Jogo RápidoRCO lança a Central Nomad
  10. Jogo RápidoUsina da Ciber produz 140 toneladas de asfalto por hora
  11. Jogo RápidoGalvão Engenharia constrói Centro de Formação Olímpica no Ceará
  12. Jogo RápidoConcluídas as obras da P-63
  13. Jogo RápidoTúnel Santos-Guarujá tem EIA/Rima
  14. EntrevistaMetrô-SP: os desafios da mobilidade sustentável
  15. Matéria De Capa - PortosSuape, a joia da coroa portuária nordestina
  16. Matéria De Capa - PortosComplexo Industrial celebra avanços em 2012
  17. Matéria De Capa - PortosPolo de energia eólica em Suape
  18. Matéria De Capa - PortosTCU confirma superfaturamento e erros de projeto em Abreu e Lima
  19. Matéria De Capa - PortosCentro de serviços fará de Suape uma "cidade" independente
  20. Sobratema 25 AnosUma trincheira na luta pela modernização tecnológica no Brasil
  21. Sobratema 25 AnosTestemunhando o despertar do gigante
  22. Sobratema 25 AnosDiversificação e expansão
  23. Sobratema 25 AnosObras emblemáticas no Brasil de ontem e de hoje
  24. Momento ConstructionSoluções na cadeia do concreto
  25. Momento ConstructionAlianças estratégicas fortalecem a cadeia da construção
  26. GreenbuildingbrasilO "boom" da construção verde no Brasil
  27. GreenbuildingbrasilConcreto verde tem zero emissão de CO2
  28. GreenbuildingbrasilSoluções em plástico da Braskem
  29. GreenbuildingbrasilBasf: soluções para construção sustentável
  30. Concreto HojeConcreteiras ampliam participação no cenário da construção civil
  31. ArtigoNacionalização: a indústria brasileira pode e tem interesse
  32. Enquete OnlinePara o leitor da revista Grandes Construções, mercado financeiro remunera engenheiro melhor que construtoras
Matéria De Capa - Portos

Polo de energia eólica em Suape

Exclusivo GC 4 de outubro de 2013 · Edição 41

O Complexo Industrial Portuário de Suape está atraindo a atenção de setor muito novo no Brasil, mas com um futuro muito promissor: a indústria da geração de energia eólica. O governo do estado de Pernambuco tem se empenhado em  reunir na região adjunta ao porto não só os fabricantes de aerogeradores, mas todos os fornecedores do setor. Para Frederico Amâncio, que acumula as funções de Secretário de Desenvolvimento do estado e presidente do porto de

Suape, o momento pelo qual o mercado passa torna o projeto favorável. “Suape tem a melhor infraestrutura para o setor no País. Estamos no lugar certo e na hora certa. O mercado está demandando energia eólica e entendemos que temos a melhor estrutura.” Para atrair as empresas, o governo elaborou um convidativo programa de incentivo fiscal. “Essa tarifa é 25% do valor do frete de importação. Para a indústria que tem um perfil de peças de grande porte como a eólica, essa isenção é representativa. Cerca de 75% dos produtos gerados nos próximos dez anos serão produzidos no Nordeste. Ceará, Rio Grande do Norte e a Bahia serão os pioneiros, mas Pernambuco será incluído com o projeto”, conclui.

Os esforços estão rendendo bons frutos. A primeira fábrica do segmento de peças eólicas a se instalar em Suape foi a argentina Impsa, em 2008. Com investimento de R$ 60 milhões, a fábrica produz 500 aerogeradores por ano. Em 2010 chegou a espanhola Gestamp, que inaugurou a sua planta com capacidade produtiva de 500 torres eólicas por ano. Os investimentos do grupo chegam a R$ 120 milhões. Outros dois empreendimentos, a Iraeta e a LM Wind Power, estão se instalando no local. A Iraeta está instalando uma fábrica de flanges, um dos componentes das torres eólicas, com recursos da ordem de R$ 71 milhões. Já a LM deverá começar a produzir ainda em outubro deste ano, fabricando pás eólicas. O investimento neste projeto chega a R$ 100 milhões.

Juntas, as quatro indústrias somam investimentos de R$ 351 milhões e empregam 1.128 profissionais, devendo ultrapassar 2,7 mil postos de trabalho nos próximos anos.

No dia 28 de agosto, executivos de cinco das maiores empresas dinamarquesas do setor visitaram o complexo, em missão técnica, buscando oportunidades de negócios. A missão foi organizada pelo Danish Wind Energy Group, a associação das empresas dinamarquesas de energia eólica. Estiveram em Suape o chief executive officer (CEO) da Bach Composite Industry, Geert Winther Skovsgaard, uma empresa produtora de componentes para turbina eólica; o gerente de negócios da Beckhoff Automation, Andreas Franke, indústria que desenvolve e comercializa sistemas de tecnologia em automação e está presente em mais de 70 países; o diretor da FT Technologies, Brian Vejlgaard Pedersen, que é a principal fabricante mundial de sensores ultrassônicos de vento para controle de turbinas eólicas; e o CEO da Jupiter Composites, Claus Sejersen, uma das líderes mundiais na manufatura de componentes para a indústria de energia eólica, com fábricas nos Estados Unidos, na China e na Europa.

Além desses executivos, integra o grupo o CEO da Resolux, Ole Teglgaard. Esta empresa fornece peças internas para as torres eólicas e atua nos mercados da China, da Coreia do Sul, dos Estados Unidos e do Brasil.

O interesse das empresas internacionais pelo Complexo Industrial Portuário de Suape mostra o quanto o setor eólico está crescendo no País e demandando novos projetos. No Nordeste estão localizados nada menos que 78% de todos os empreendimentos brasileiros no setor eólico, principalmente nos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Bahia.