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GC nº 47Abril 2014 Matéria 15 de 22
Sumário
  1. EditorialNo limite do planeta Terra
  2. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  3. Jogo RápidoTúnel Santos – cinco consórcios estão na disputa
  4. Jogo RápidoVolvo comemora 20 anos do caminhão FH no Brasil
  5. Jogo RápidoJoint venture entre Metso e LiuGong
  6. Jogo RápidoPotencial aumenta volume de contratos no setor
  7. Jogo RápidoComgas prioriza tecnologia não-destrutiva para construir redes
  8. Jogo RápidoCrédito imobiliário cresce 22% no início de 2014 e atinge R$ 8,2 bilhões
  9. Jogo RápidoBeiqi Foton busca fornecedores no Brasil
  10. Jogo RápidoItubombas amplia presença nas obras de Jirau
  11. EntrevistaUm novo pré-sal trazido pelos ventos
  12. Matéria De Capa - EnergiaEnergia alternativa: um cenário de sucessivos avanços e recuos
  13. AeroportosAeroportos brasileiros perdendo a última chamada
  14. AeroportosProblemas estruturais exigem vários níveis de soluções
  15. AeroportosPara sair do sufoco
  16. AeroportosR$ 45,1 milhões para ajustar aeroporto de Salvador à demanda da Copa 2014
  17. AeroportosNo pior e no melhor dos mundos
  18. AeroportosGuarulhos terá novo sistema de gestão desenvolvido com a IBM
  19. AeroportosAeroporto de Viracopos usa integração de tecnologia para melhorar serviços
  20. Momento M&T Peças E ServiçosM&T Peças e Serviços: Tecnologia e Produtividade
  21. Concreto HojeRobôs atestam evolução tecnológica na projeção de concreto
  22. ArtigoEficiência energética na construção civil
Aeroportos

Para sair do sufoco

Exclusivo GC 10 de abril de 2014 · Edição 47

Para “quebrar o galho” durante o período da Copa, atendendo à grande movimentação de passageiros que é esperada, a Infraero está usando soluções de engenharia usadas em aeroportos de vários países para atender demandas específicas ou grandes eventos. Trata-se dos Módulos Operacionais (MOPs), usados, por exemplo, em 2004, no Aeroporto de Lisboa, durante a Eurocopa; e em 2006, no Aeroporto de Doha, no Catar, durante os jogos asiáticos. A África do Sul também lançou mão do recurso, em 2010, durante  Copa do Mundo de Futebol.

De acordo com a Infraero, os MOPs são soluções de engenharia de construção rápida e segura, com excelente custo-benefício para ampliar a capacidade de terminais de passageiros. Essas estruturas podem ser utilizadas em operações de embarque, desembarque e check-in de passageiros. A empresa assegura que os módulos oferecem o mesmo conforto dos terminais convencionais e contam com ar condicionado, isolamento térmico e acústico, longarinas, sanitários, Sistema Informativo de Voos, posições de check-in, esteiras de bagagem e até estabelecimentos comerciais, como lanchonetes e livrarias.

Na Rede Infraero, o Aeroporto Internacional de Florianópolis foi o pioneiro na instalação do Módulo e suas operações foram iniciadas em dezembro de 2009. Segundo a Infraero, os passageiros aprovaram a solução, que ampliou em mil m² as salas de embarque e desembarque do aeroporto. Entre os aeroportos relacionados com a Copa, Brasília, Cuiabá, Guarulhos, Campinas e Porto Alegre já contam com um Módulo Operacional em funcionamento, em Brasília um novo Módulo Operacional está em processo de instalação.

Os módulos custam cerca de R$ 2,5 mil o m² e podem ser construídos em apenas nove meses. Para isso, utilizam materiais como tendas apoiadas em estruturas metálicas e até partes infláveis. Para os aeroportos cujos terminais de passageiros estão saturados em momentos de pico, e onde são necessárias soluções emergenciais, os MOPs, de acordo com a Infraero, se apresentam como a melhor opção, também pela economia de tempo na licitação, já que, pelo seu valor, podem ser contratados por meio de pregão eletrônico. Outra vantagem é que, caso obras definitivas sejam executadas posteriormente, os módulos podem ser reaproveitados em outros aeroportos. De acordo com critérios da Infraero, já que podem ser completamente desmontáveis e removíveis.

“Puxadinhos”

Uma restrição ao uso dos MOPs foi feita pelo presidente da Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados, deputado Milton Monti (PR-SP). Ele teme que as estruturas se tornem definitivas. “Os recursos serão da ordem de R$ 115 milhões e, devido à vida curta dos MOPs, essas instalações não representarão uma parte do expressivo legado que os investimentos para a Copa de 2014 deixarão para a infraestrutura de transportes do Brasil”, afirmou o deputado.