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GC nº 40Agosto 2013 Matéria 1 de 25
Sumário
  1. EditorialOito "Itaipus" em 15 anos
  2. Jogo RápidoFábrica da Nissan, em Rezende (RJ), entra na fase final
  3. Jogo RápidoCase IH treina operadores de máquinas agrícolas
  4. Jogo RápidoDivisão de guindastes Hyva conquista ISO 9001
  5. Jogo RápidoConstrução civil: crescem investimentos em inovação
  6. Jogo RápidoEmprego na construção cresceu 3,43% no semestre
  7. Jogo RápidoR$ 92 milhões para parques eólicos no Ceará
  8. Jogo RápidoVLT de Fortaleza tem 30% de obras concluídas
  9. Jogo RápidoConcrejato reforma Obelisco do Ibirapuera
  10. Jogo RápidoConstrutora adota tecnologia SAP em sistema de gestão
  11. Jogo RápidoIbama libera linha de transmissão no Nordeste
  12. Jogo RápidoOdebrecht usa tecnologia de monitoramento remoto da Metso
  13. Jogo RápidoUm gigante nas obras da cobertura da Arena Corinthians
  14. Jogo RápidoMills quer investir R$ 481 milhões para crescer em 2013
  15. EntrevistaUHE Itaipu: 100 milhões de MWh em 2013
  16. Construção ImobiliáriaShopping Centers: Setor em alta alavancado pela nova classe média
  17. Construção ImobiliáriaManaus ganha complexo comercial multiuso
  18. AeroportosA hora e a vez da aviação regional
  19. Momento ConstructionConstruction Expo 2013: Rental reafirma tendência de crescimento no Brasil
  20. Momento ConstructionPesquisa aponta perfil do setor, tendências e dificuldades
  21. Momento ConstructionAs maiores do setor mostram suas armas
  22. Momento ConstructionScania aposta no Euro 5 para a recuperação do mercado no Brasil
  23. Concreto HojeConcreto pode ser reparado com luz solar
  24. ArtigoA importância do protagonismo do cliente na gestão dos empreendimentos
  25. Enquete OnlinePara nossos leitores, obras de infraestrutura devem impulsionar o setor ainda esse ano
Editorial

Oito "Itaipus" em 15 anos

Exclusivo GC 26 de agosto de 2013 · Edição 40
Oito "Itaipus" em 15 anos

Nesta edição publicamos entrevista com Jorge Samek, Diretor Geral da Usina Hidrelétrica de Itaipu, que comemora o segundo recorde de produção da usina, no primeiro semestre deste ano, atingindo a marca dos 50,012 milhões de megawatts-hora (MWh). Há motivos de sobra para comemorar. Afinal, Itaipu, cujo projeto foi concebido há cerca de 40 anos pela engenharia nacional, dá mostra que ainda hoje tem fôlego para superar em produção outras hidrelétricas de várias partes do mundo, muito mais novas e dispondo de tecnologias de geração mais avançadas.

Porém, por mais que Itaipu possa ser tomada como afirmação do sucesso da hidroeletricidade – não só por seu feito de superação constante da capacidade de geração, mas também por ter promovido o desenvolvimento econômico e social da região de Foz do Iguaçu ao longo da sua existência – não podemos esquecer o quanto ainda há que se fazer no sentido de diversificar a matriz energética nacional de forma a produzir mais energia elétrica, de forma confiável, limpa e a custos razoáveis.

O Brasil terá que, praticamente, dobrar sua capacidade instalada de geração de energia elétrica, nos próximos 15 anos, se quiser atender a crescente demanda, considerando um incremento do Produto Interno Bruto (PIB) de 4, 5% ao ano – que é o mínimo que se espera para um crescimento econômico sustentável, para os próximos anos. Hoje, o consumo de energia per capita no Brasil é de 2.400 kW/h. Com o aumento da distribuição de renda, esse número tende a subir e devemos chegar, nos próximos anos, a 4.800 kW/h.

Isso significaria aumentar a capacidade geradora do parque nacional de energia, dos atuais 121 mil MW para 230 mil MW. Ou seja, o País terá de acrescentar ao parque atual um aumento de 110 mil MW, equivalente à produção de aproximadamente oito usinas do porte de Itaipu.

É com esse cenário que o governo federal tem que planejar o setor de energia no Brasil, com base em um plano estratégico de longo prazo, para garantir a segurança energética nacional e o atendimento crescente da demanda. Mas não se consegue isso somente com o aproveitamento dos nossos rios para gerar energia elétrica. Teremos que diversificar ainda mais a matriz energética, cuja base, atualmente, é 70% de origem hidráulica. Há cerca de um ano, essa participação era ainda maior, cerca de 86% da produção, com o restante vindo das demais fontes reunidas – eólica, térmica, nuclear, a gerada pelo carvão, bagaço de cana e outras biomassas.

Precisamos, ainda, ter um sistema bem regulado e fiscalizado, para que a energia gerada chegue ao consumidor final de forma regular e com modicidade de tarifa. A capacitação dos gestores do sistema elétrico é peça fundamental para o desenvolvimento e manutenção do setor. Isto se aplica não só aos operadores técnicos das usinas, mas aos gestores financeiros, aos reguladores e fiscalizadores.

Estima-se que, no Brasil, a capacidade de geração de energia a partir das correntes dos rios é limitada a 260 mil MW de potência. No entanto, até o momento só se conseguiu viabilizar 160 mil MW deste total. Por isso é preciso aproveitar a grande malha elétrica do sistema interligado, explorando outras fontes de energia, sem deixar de incrementar o programa de geração de energia hidrelétrica com novos projetos.

O governo tem que assumir o papel de atrair cada vez mais parceiros privados para esses empreendimentos, envolvendo neste esforço os representantes das empresas de consultoria, construção e montagem industrial, fornecedores de equipamentos e soluções tecnológicas na área de energia. Só assim poderemos desmistificar o uso das diversas fontes de energia, inclusive algumas estigmatizadas no passado, como o carvão mineral, capacitando mão de obra especializada e novas tecnologias para atender ao projeto de nação que tanto desejamos.