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GC nº 70Junho 2016 Matéria 16 de 17
Sumário
  1. EditorialMobilidade urbana, pactuação e governança
  2. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  3. Jogo RápidoLançamento da 3CX confirma aposta da JCB no mercado brasileiro
  4. Jogo RápidoConjunto da Pampulha pode se tornar Patrimônio Mundial
  5. Jogo RápidoPorto do Itaqui, no Maranhão terá certificação de sustentabilidade
  6. Jogo RápidoObras da Linha 13 contam com estado da arte em escoramentos e fôrmas
  7. EntrevistaCidades em movimento: por um novo conceito de transporte coletivo
  8. Cidades Em MovimentoO desafio de superar desigualdades
  9. Cidades Em MovimentoCidades e mobilidade sustentável
  10. Cidades Em MovimentoNo planejamento, a chave do desenvolvimento sustentável
  11. Arquitetura E CidadaniaArquitetura cidadã: uma tendência em amadurecimento
  12. Momento SummitInfraestrutura urbana e sistemas construtivos são temas do Construction Summit 2016
  13. AeroportosAeroportos regionais em lenta expansão
  14. RentalRental sobrevivendo no mercado em crise
  15. Concreto HojeUSP testa pista com pavimento de concreto continuamente armado no Brasil
  16. ArtigoO papel das redes sociais no desenvolvimento sustentável
  17. Agenda 2016Time de peso discute cimento e construção sustentável
Artigo

O papel das redes sociais no desenvolvimento sustentável

Exclusivo GC 4 de junho de 2016 · Edição 70

Numa sociedade cada vez mais conectada, o papel das ferramentas web acaba ganhando mais importância a cada dia. Nesse cenário os websites organizacionais surgem como uma vitrine virtual e importante ferramenta de comunicação empresarial. Dentro do ambiente online, todo o conhecimento gerado pela empresa é armazenado e compartilhado. Os sites também são utilizados para disponibilizar e divulgar as ações institucionais da empresa, promover os benefícios da marca, produtos e serviços, estabelecer a comunicação com seus diversos públicos, e outras funções que ajudam na construção da imagem corporativa.

Os websites também estão sendo muito utilizados para divulgar as ações de responsabilidade social das empresas, suas ações sociais e ambientais, bem como todas as ações relacionadas à sustentabilidade. Eles são a própria tradução do mundo perfeito; os conteúdos inseridos no link de sustentabilidade descrevem o que podemos chamar de “mundo da fantasia” ou “universo fantástico”, pela beleza como são descritos as ações, produtos, discursos, certificações, códigos de comportamento, dentre outros. Sem esquecer o aspecto e aparência produzidos para ilustrar todo esse composto de sustentabilidade, ou seja, toda a criação de imagens e design utilizado para que tenhamos a percepção de adentrar ao mundo da fantasia, assim como Alice no país das maravilhas. No entanto, essa postura pode trazer certa desconfiança por parte daqueles que acessam o site da empresa.

Waddock e Googins, estudiosos do assunto, afirmam que quanto mais a empresa comunica suas práticas de responsabilidade social e sustentabilidade, menos as pessoas e stakeholders acreditam que essas sejam verdade, ou seja, quanto mais excessiva for a comunicação maior pode ser a desconfiança de seus públicos.

As empresas que investem recursos em projetos sociais e ambientais visam obter ganho e reconhecimento institucional. Para isso, investem recursos para comunicar suas iniciativas. Pode-se afirmar que quanto melhor o desempenho financeiro de uma empresa mais ela investe em sustentabilidade e quer divulgar suas ações, principalmente em seus websites, onde pode reafirmar os valores e princípios que norteiam sua atuação responsável, seu código de ética, os projetos sociais e ambientais e os resultados alcançados, o relatório de sustentabilidade, certificações e premiações ambientais, etc.

Apesar disso, é preciso que os comunicadores empresariais fiquem atentos com a utilização dos websites para a divulgação da sustentabilidade das empresas. A internet se tornou uma enorme rede social. É preciso que os conteúdos institucionais sejam publicados também em outros dispositivos digitais, os blogs ou outras mídias sociais. O modelo de website corporativo que conhecemos tem sérios problemas, pois não oferece conteúdo relevante e não privilegia o lado social da web. As empresas já estão migrando para as redes sociais e concentrando suas estratégias on-line em redes sociais mais populares, como o Twitter e o Facebook, tornando os websites corporativos cada vez mais irrelevantes.

Isso significa também que as empresas precisarão estar mais dispostas ao diálogo; os conteúdos sustentáveis devem ser discutidos e deve-se promover mais interatividade. Não basta somente promover a imagem institucional no ambiente digital, é preciso que a sustentabilidade seja apresentada de forma natural, sem exageros, de forma coerente, onde todos possam ser participantes do processo de sustentabilidade.

(*) Backer Ribeiro é fundador da Communitá Comunicação Socioambiental.