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GC nº 44Dezembro 2013 Matéria 22 de 23
Sumário
  1. EditorialEngenharia não é commodity
  2. Jogo RápidoBNDES financia estudos para saneamento em Sergipe
  3. Jogo RápidoArena da Baixada já concluiu 83% da obra
  4. Jogo RápidoMade in Brazil
  5. Jogo RápidoArrasador de estacas dá nova dinâmica ao setor de fundações
  6. Jogo RápidoGerdau e Açotubo desenvolvem aço para o mercado de óleo e gás
  7. Jogo RápidoPetrobras conclui obras da P-58 em Rio Grande
  8. Jogo RápidoMaior qualificação para a cadeia do petróleo e gás
  9. Jogo RápidoParque Olímpico no Rio instala central própria de concreto
  10. EntrevistaA força do número 3
  11. Especial - Andrade GutierrezHistória de sucesso no Brasil e no mundo
  12. Especial - Andrade GutierrezEstrutura para um novo ciclo de recuperação
  13. Especial - Andrade GutierrezBelo Monte, obra emblemática para o século 21
  14. Aeroportos - Matéria De CapaConcessões em céu de brigadeiro
  15. Aeroportos - Matéria De CapaGaleão: A Hora do Renascimento
  16. Aeroportos - Matéria De CapaConfins: R$ 3,5 bi para modernização
  17. PavimentaçãoUsinas de asfalto adotam GLP
  18. Inteligência De MercadoPesquisa da Sobratema aponta R$ 1,19 trilhão em obras até 2018
  19. Momento M&T Peças E ServiçosEQUIPAMENTOS PARA CONSTRUÇÃO: ANO POSITIVO
  20. Concreto HojeNovas tecnologias em pisos de concreto
  21. ArtigoO Brasil desprotegido
  22. Enquete OnlineO leitor opina sobre as alternativas de exploração de petróleo no Brasil
  23. Jogo RápidoSolução para renovar a frota
Enquete Online

O leitor opina sobre as alternativas de exploração de petróleo no Brasil

Exclusivo GC 20 de dezembro de 2013 · Edição 44

O Campo de Libra do pré-sal foi leiloado, recentemente, utilizando-se o regime de partilha e teve como consórcio vencedor o grupo formado pelas empresas Petrobras, Shell Brasil, Total, CNPC e Cnooc.

Segundo a diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Magda Chambriard, "a qualidade técnica que conseguimos reunir, com empresas como a Petrobras, que explora e produz 25% do petróleo em águas profundas do mundo e alterna recordes com a Shell, que também está no consórcio, vai entrar para a história do País".

O retorno estimado para o governo fica em torno de 80% sobre o petróleo explorado, se somados a participação de 41,65% oferecida à União, o percentual de 40% da Petrobras, o pagamento de royalties, contribuições sociais e imposto de renda e a parcela do lucro da estatal brasileira que cabe à união. “É uma das maiores participações governamentais do mundo. É da ordem de trilhão de reais em 30 anos de produção”, afirmou a diretora da ANP.

Enquete, sugerida para os leitores da revista Grandes Construções, colocou em tela questões relativas às alternativas de exploração das jazidas nacionais de petróleo. A maior parte (42%) das pessoas que respondeu ao questionário acredita que o melhor regime é o de concessão, seguido de perto pelos que confiam no modelo de partilha (38%). Outros (20%) escolheram o regime de serviços.

Quanto à estruturação, profissional e tecnológica, da Petrobras para assumir a participação obrigatória em consórcios, 61% dos leitores acreditam que a empresa está preparada para enfrentar os desafios decorrentes. O restante (39%) não confia na capacidade da petroleira brasileira.

Entre os participantes da enquete, 33% julgam que a presença de empresas estrangeiras favorecerá a transferência de tecnologia; 41% creem que isso favorecerá a entrada de novos investimentos; 8% enxergam a ampliação das relações internacionais de comércio; 9% pensam que haverá intensificação da dependência tecnológica; 6% acreditam que essa presença aviltará o preço do petróleo; e 3% apenas temem a interferência no mercado de trabalho.

Para 37% dos leitores, a produção de 8 bilhões a 12 bilhões de barris de petróleo, de acordo com estimativa da capacidade do Campo de Libra, favorecerá os investimentos em estaleiro e portos; 27% apostam no aumento da contratação de mão de obra; 18% acham que haverá assimilação e desenvolvimento de tecnologia de refino; e outros 18% acreditam que a consequência será a entrada de novos player na cena econômica nacional.

A maior parte dos participantes da enquete (58%) não vê com bons olhos a exploração de jazidas de petróleo do pré-sal, no que diz respeito à questão ambiental. O restante (42%) está satisfeito nesse quesito.

Quanto aos aspectos referentes à segurança operacional desses poços, 56% classificam como “bons”; 37%, como “ruins”; e 7%, como “ótimos”.

A maioria dos leitores que responderam à enquete (75%) diz que a indústria nacional não está preparada adequadamente para fornecer os serviços, materiais e equipamentos, como preveem as regras do novo modelo de leilão. Só 25% acreditam na indústria nacional, nesse aspecto.

As exigências de infraestrutura e logística serão muito grandes e 80% dos leitores da revista Grandes Construções, que participaram da enquete, acham que o País não estará preparado para isso. Apenas 20% creem na capacidade nacional.

A opinião de alguns leitores

Samuel Panucci

O Brasil já tem a propriedade da reserva e poderia explorar essa riqueza, ou reserva de energia, com tecnologias mais avançadas de outros países e, principalmente, utilizando o investimento de outros países.

A Petrobras, hoje, é cabide de emprego do governo. Tanto que o endividamento e os seus resultados são manipulados para deter a inflação.

Sobre as consequências da participação de empresas estrangeiras, o Brasil é um país fechado, pelo autoprotecionismo, e isso trava o País até hoje. Veja-se o exemplo da China, nos últimos 20 anos. No mínimo, deveríamos copiar parte disso e não segurar as importações e a abertura de mercado.

Em relação à questão ambiental, na exploração de jazidas de petróleo do pré-sal, precisamos apenas ser responsáveis e conscientes das nossas ações...

Não tenho dúvidas de que a indústria nacional não está preparada adequadamente para fornecer os serviços, materiais e equipamentos, como preveem as regras do novo modelo de leilão. Investimos muito pouco em educação e em escolas profissionalizantes.

Antônio Pace

O subsolo pertence à União e não deve ser vendido ou partilhado. O Brasil tem tecnologia para o refino do petróleo a ser extraído do pré-sal, mas considero isso de alto risco.

Além disso, faltam muitos investimentos em portos, estaleiros e infraestrutura.  O governo está gastando bilhões em investimentos para a Copa do Mundo (estádios) e Olimpíadas 2016 e deixando de investir no que realmente é importante para o País. Não houve consulta pública e audiências públicas sobre os gastos para esses dois eventos. Fazem o que querem, com irresponsabilidade...

Cleiton Nascimento

Acredito que o País precisa, com urgência, de profissionais qualificados. Com isso, creio e espero que a participação de empresas estrangeiras possa trazer, como consequência, uma vasta troca de conhecimento.

Sobre a iniciativa desta revista, eu digo que, finalmente, temos um canal de contato, que pergunta qual é a nossa opinião a respeito do nosso petróleo.

Ciro Luís Teixeira Carpintieri

A partilha inspira mais parceria, a concessão e serviços são uma forma de dependência. Entretanto, é preciso mais investimentos em capacidade de produção, uma vez que a tecnologia já está disponível.

Se a Petrobras não está estruturada, profissional e tecnologicamente, para assumir os desafios decorrentes da sua participação obrigatória em consórcios, terá de ficar. Ela é a responsável e precisa, de uma forma ou outra, mostrar porque existe.

A concorrência vai amadurecer a Petrobras e facilitar o controle e a transparência fiscal. O maior desafio para a Petrobras é o risco político. O governo e os governantes terão que se modernizar. A direita e a esquerda vão ter que se entender por uma causa maior.