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GC nº 34Jan/Fev 2013 Matéria 23 de 31
Sumário
  1. EditorialHidrovias e eclusas: por um marco regulatório eficaz
  2. Jogo RápidoTecnologia suíça nas obras da Refinaria Premium I
  3. Jogo RápidoVendas de material de construção cresceram 5,5% em dezembro
  4. Jogo RápidoBNDES libera recursos para Belo Monte
  5. Jogo RápidoR$ 320 milhões para obras da Barragem de Castelo (PI)
  6. Jogo RápidoR$ 736,8 milhões para nova hidrelétrica
  7. Jogo RápidoObras na Fonte Nova perto da conclusão
  8. Jogo RápidoNovos guindastes para obras de infraestrutura
  9. Jogo RápidoIniciada concretagem do estaleiro do Complexo do Açu
  10. Jogo RápidoRandon vende 643 retroescavadeiras de uma só vez
  11. EntrevistaSão Paulo quer uma malha regional de trens de passageiros
  12. Especial CearáUm mar de oportunidades no Ceará
  13. Especial Ceará - Desenvolvimento IndustrialIndústrias apostam no Ceará para crescer no mercado nordestino
  14. Especial Ceará - Desenvolvimento IndustrialUS$ 1,2 bilhão para levar laminadora a Pecém
  15. Especial Ceará - Desenvolvimento IndustrialNo Ceará, a mais moderna usina siderúrgica do País
  16. Especial Ceará - Desenvolvimento IndustrialTermelétrica de Pecém inicia Operação Comercial
  17. Especial Ceará - Desenvolvimento IndustrialRefinaria Premium II ainda demora a ganhar o mundo real
  18. Especial Ceará - TurismoAlta estação com quase um milhão de turistas
  19. Especial Ceará - TurismoAcquário Ceará, único no hemisfério Sul
  20. Especial Ceará - TurismoNegócios na linha do sol
  21. Especial Ceará - TurismoRequalificação da Praia de Iracema
  22. Especial Ceará - EnergiaCeará, potência eólica do Brasil
  23. Especial Ceará - EnergiaNo Ceará, uma completa cadeia produtiva
  24. Especial Ceará - EnergiaRiqueza que vem com os ventos
  25. Especial Ceará - Copa 2014Castelão, o primeiro a ser entregue
  26. Especial Ceará - LogísticaPorto de Pecém: injeção de mais de R$ 2 bilhões
  27. Especial Ceará - LogísticaTransnordestina deve ficar pronta em dezembro de 2015
  28. Momento ConstructionSalões Temáticos são o maior diferencial
  29. ArtigoA Evolução do Conteúdo Local
  30. Concreto HojeA ordem é desordenar
  31. Enquete OnlineSaúde e Educação: prioridades para as novas gestões MUNICIPAIS
Especial Ceará - Energia

No Ceará, uma completa cadeia produtiva

Exclusivo GC 20 de fevereiro de 2013 · Edição 34

Além de figurar como maior produtor isolado de energia eólica no Brasil, o estado do Ceará é também o que concentra a maior cadeia produtiva do setor. É um grande número de fábricas de pás, torres e montadoras de autogeradores, próximas aos parques geradores. Entre as vantagens desta estratégia está o barateamento com os custos de logística e transporte dos componentes. Nessa posição, o Ceará só fica atrás de São Paulo, que não produz energia eólica.

Os custos de logística do setor são muito altos, fazendo com que as fábricas procurem se instalar próximo aos parques eólicos. Quanto mais ventos, mais usinas e mais fabricantes de equipamentos. Como são equipamentos de dimensões avantajadas, os custos de logística praticamente bancam a planta. Uma única torre para geração eólica precisa de dois caminhões para ser transportada. Segmentada em quatro partes, um caminhão leva apenas duas delas

Para instalação de um parque eólico com potência de 30MW, é necessário investimento a partir de R$ 110 milhões. Um aerogerador pode custar até R$ 7 milhões, cabendo ao fornecedor do equipamento a montagem e assistência técnica durante período de vigência do contrato, em média de 20 anos. Cabe ao dono do parque eólico o supervisionamento da instalação e a construção civil, obedecendo as especificidades do fabricante dos equipamentos.

Dependendo das negociações entre comprador e fornecedor, geralmente cabe a esta última arcar com os custos de logística do seu equipamento, o que acaba impactando no preço final do produto. Assim, vende mais barato quem produz mais perto.

Pás brasileiras ganham mercado

Em agosto de 2012, a Suzlon Energia Eólica do Brasil e a Aeris Energia entregam a primeira pá para aerogeradores modelo Suzlon S95 da família S9X, produzida no Complexo Industrial de Pecém, no Ceará. A pá foi enviada a um dos parques da Queiroz Galvão Energias Renováveis, em fase de implantação no litoral do estado, com 122 MW de capacidade.

Com oito toneladas e 46 m de comprimento, a pá foi 100% fabricada por mão de obra nacional, originária principalmente dos municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, no Ceará. O processo envolveu transferência de tecnologia cedida pela Suzlon por meio de uma equipe de engenheiros indianos, que acompanhou todas as etapas de produção.

A peça foi fabricada a partir do primeiro de dois moldes de 53 metros de comprimento e 50 toneladas de peso, trazido pela Suzlon da Índia, e que integra hoje a linha industrial montada pela Aeris. A turbina S95 é a mais moderna da companhia para ventos de velocidade média e pode ser adotada com opções de torres de 80, 90, 100 e 120 metros de altura.

Para iniciar a produção brasileira de pás, a Aeris investiu mais de R$ 50 milhões em instalações industriais de ponta e pretende ultrapassar a marca de 800 MW de produção anual em 2013. Nesse empreendimento, a Suzlon participou com os moldes, maquinário auxiliar e suporte técnico, totalizando R$ 10 milhões.

Desde que iniciou suas operações em 2006, a Suzlon Energia Eólica do Brasil estabeleceu-se como um dos principais fornecedores de aerogeradores do país, com 388,5 MW de capacidade instalada no mercado brasileiro. A atuação da Suzlon no país engloba a operação de 11 parques eólicos, Centro de Monitoramento 24h, produção própria de painéis elétricos e hubs e produção de pá e torres de concreto por meio de parceria com fornecedores brasileiros, impulsionando a cadeia de suprimentos nacional, o processo de transferência de tecnologia e o desenvolvimento de mão de obra local. A sede da companhia está localizada no estado do Ceará, com escritório em São Paulo.

Já a Aeris é uma empresa brasileira, fundada em 2010 e cujas operações foram iniciadas em 2012. O negócio da empresa é desenvolver, fabricar, testar e reparar pás para aerogeradores. A primeira fábrica se localiza no Complexo Industrial do Pecém (Ceará) e terminará 2012 com aproximadamente 400 empregados diretos.