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GC nº 62Agosto 2015 Matéria 12 de 16
Sumário
  1. EditorialPor uma agenda sustentável para a cadeia da construção
  2. Jogo RápidoAté debaixo d’água
  3. Jogo RápidoPesquisa identifica os principais problemas das concreteiras
  4. Jogo RápidoBrasil terá primeira fábrica de painéis fotovoltaicos
  5. Jogo RápidoZoomlion Empilhadeiras busca dez representantes no Nordeste
  6. Jogo RápidoZF entra no segmento de Energia Eólica
  7. Jogo RápidoSuspensão de novas contratações do MCMV não surpreende SindusCon-SP
  8. EntrevistaCidades com gestão compartilhada, um novo modelo a ser estudado
  9. M&T ExpoNovidades que vêm do Oriente
  10. Matéria De Capa - RodoviasRodovias: nova "safra" de concessões promete bons frutos
  11. Matéria De Capa - RodoviasEngenharia a favor do meio ambiente
  12. Excelência Operacional & Lean ConstructionMapeamento do Fluxo de Valor Construtivo
  13. Concreto HojeCentrais de concreto: mercado reticente, mas demandante
  14. ArtigoProdutividade digital no setor de Óleo e Gás
  15. Agenda 2015Concurso vai premiar aplicativo sobre água
  16. Espaço SobratemaESPAÇO SOBRATEMA
Excelência Operacional & Lean Construction

Mapeamento do Fluxo de Valor Construtivo

Exclusivo GC 10 de agosto de 2015 · Edição 62

Este artigo visa explorar uma importante ferramenta de trabalho, muito utilizada ultimamente em todo mundo, denominada C-VSM - Construction Value Stream Mapping ou Mapeamento do Fluxo de Valor Construtivo. Sua origem está na indústria e ela vem sendo amplamente aplicada em diversos outros tipos de mercado, levando em consideração obviamente certas adaptações em cada um deles. Seu principal intuito é fornecer aos gestores uma ampla visão do Estado Atual da obra ou frente de serviço analisada, bem como estudar o Estado Futuro e propor as melhorias as serem implementadas. Seu foco principal são as melhorias e o como fazer o que os japoneses chamam de KAIZEN, ou seja, as MELHORIAS CONTÍNUAS em nosso dia a dia. Assim sendo, ela é estruturada com base no Fluxo de Valor da Obra ou Projeto, ou seja, na Sequência Construtiva e cadeia logística, bem como no fluxo de informações para se realizar uma Gestão eficiente e com Excelência.

Um C-VSM pode ser implementado levando em consideração 7 passos distintos:

Os passos da figura acima visam sistematizar de maneira simples e objetiva o que deve ser feito para se construir um bom Estado Atual do C-VSM, para que este sirva de base para a elaboração do Estado Futuro a ser implementado / otimizado.

O C-VSM pode ser dividido em 3 grandes áreas, conforme mostrado na figura abaixo:

Fluxo de Informação – parte superior do Mapa – voltada aos principais elementos de Gestão, Planejamento, Programação e Controle (Ciclo GPPC)

Fluxo de Valor ou Sequência Construtiva – parte intermediária – voltada para o fechamento da melhor sequência a ser executada na produção, levando-se em consideração todos os Stakeholders do empreendimento.

Números e Dados – parte inferior – voltada às informações técnicas como quantitativos, prazos, etc.

A figura acima é um exemplo real de C-VSM. Nela podemos verificar diversos elementos, tais como:

Principais Stakeholders – subempreiteiros e fornecedores

Quem Gerencia o que

Quem planeja e programa, como é feito e com que frequência

Como é a relação com o cliente

A partir das linhas traçadas, verifica-se desde o início quais os principais elementos complicadores do projeto para uma boa Gestão e Planejamento

Análise das principais restrições e/ou problemas

Melhorias a serem atingidas com foco no atingimento das metas do projeto

Outros…

Após o desenvolvimento do Estado Atual do C-VSM e, a partir de Post-it´s coloridos (outras cores), detalham-se os possíveis problemas para a realização e cumprimento deste Mapa, colocando os post-its em seus respectivos locais de origem. Com isso, desenha-se então o Estado Futuro, ou seja, como este Mapa deveria estar em um futuro escolhido pela equipe de Gestão, de forma a se reduzir ou mesmo eliminar os problemas encontrados. Um Projeto pode ter um único ou vários C-VSM´s. A aplicação desta ferramenta deve ser realizada conforme as necessidades e objetivos a serem atingidos. Afinal, ela é bastante flexível e útil para ser utilizada sempre que necessário.

Ao final das dinâmicas realizadas por um time multifunctional da obra (Mapeamento do Estado Atual e Desenho do Estado Futuro), constrói-se também conjuntamente um Plano de Ação, no modelo 5W2H (O que, Porque, Quem, Como, Quando, Como e Quanto). Desta forma, cada envolvido participa do processo de maneira ativa e o Plano de Ação deixa claro a todos os seus respectivos entregáveis.

Na prática o C-VSM pode ser implementado em dois Níveis: Nível 1, que seria da obra como um todo, como demonstrado acima e Nível 2, ou seja, se focarmos apenas em uma frente de serviço ou processo. Este segundo nível mais micro é muito utilizado quando queremos melhorar algo específico e, para isso, aprofundamos ainda mais no detalhamento das informações voltadas às melhorias a serem atingidas. Isso faz com que o Time envolvido discuta não apenas temas gerenciais, mas também temas técnicos e específicos como produtividade, índices, logística de canteiro, entre outros. Esta é uma excelente forma de se “enxergar” os desperdícios e atuar no que agrega valor ao produto e ao cliente.

Como podemos ver, esta é uma ferramenta bastante poderosa. Ela deve fazer parte da Toolbox que os gestores necessitam possuir, em termos de aprendizados sobre Excelência Operacional & Lean Construction, para fornecer a eles as informações adequadas para uma tomada de decisão ou resolução de problemas e restrições de maneira rápida e assertiva, em qualquer fase de um projeto.

Mapas como este, bem estruturados e com uma gestão visual e transparente a todos, são utilizados para orientar os colaboradores no caminho certo rumo ao atingimento de seus objetivos e metas. Este é um princípio básico da Lean Construction, ou seja, a constante busca pela melhoria.

Jevandro Barros

Diretor Geral IOpEx Brasil