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GC nº 54Novembro 2014 Matéria 1 de 26
Sumário
  1. EditorialLei das licitações: hora de modernizar
  2. Jogo RápidoEspaço Sobratema
  3. Jogo RápidoNew Holland Construction amplia sua linha de produtos nacionais
  4. Jogo RápidoEstaleiro Jurong Aracruz deve ser concluído no final de 2015
  5. Jogo RápidoNova solução para a mobilidade
  6. Jogo RápidoProdução de biocombustível no país cresceu 8% este ano
  7. Jogo RápidoSai a pré-qualificação para as obras do túnel Santos-Jundiaí
  8. Jogo RápidoSão Paulo pede mais R$ 1,7 bilhão para obras do metrô
  9. Jogo RápidoSaneamento na Baía de Guanabara traria ganhos de R$ 31,3 bi
  10. Jogo RápidoEm agosto, o emprego na construção se manteve estável
  11. EntrevistaObras no Porto de Pecém têm 40% de avanço físico
  12. Matéria De Capa - Especial OdebrechtNorberto Odebrecht: de aprendiz a mestre de operários e empresários
  13. Matéria De Capa - Especial OdebrechtBrasil trilha os passos para o futuro
  14. Matéria De Capa - Especial OdebrechtUma história sobre homens e cidades
  15. Matéria De Capa - Especial OdebrechtCrescimento e consolidação
  16. Matéria De Capa - Especial OdebrechtGaleão, um voo rumo a novos mercados
  17. Matéria De Capa - Especial OdebrechtAquisições marcam guinada de expansão
  18. Matéria De Capa - Especial OdebrechtUma trajetória de desafios e vitórias
  19. Matéria De Capa - Especial OdebrechtOdebrecht em três tempos
  20. Mobilidade UrbanaLinha 4 do Metrô do Rio segue em ritmo acelerado
  21. Máquinas E EquipamentosConectado ao futuro
  22. Máquinas E EquipamentosNova linha tem várias opções em financiamentos, seguros e consórcio
  23. Momento M&T ExpoInovação como ferramenta para desenvolvimento do negócio
  24. Concreto HojeSintéticos são nova opção de reforço estrutural
  25. ArtigoConteúdo Local: Revisitando La Fontaine
  26. Agenda 2014Mobilidade urbana em discussão
Editorial

Lei das licitações: hora de modernizar

Exclusivo GC 10 de novembro de 2014 · Edição 54

Passadas as eleições, é hora de superarmos antagonismos e divisões ideológicas e retomarmos a discussão em torno das questões que nos unem e cujas soluções são necessárias para pavimentar os caminhos por onde deve passar o progresso do País, de forma contínua e permanente. Para nós, da Cadeia da Construção, uma das questões que precisam ser cuidadas com urgência é a Lei de Licitações. A que existe hoje, embora tenha cumprido um papel importante na história administrativa do Brasil, tem mais de 21 anos e precisa ser aperfeiçoada, para se adaptar às necessidades dos novos tempos.

Especialistas no assunto são unânimes: a Lei 8666/93 está defasada em pontos de importância prática, deixando de atender às demandas do País por obras de infraestrutura e demais contratações, com a qualidade e a velocidade esperadas. Prova disso é o seu texto, ao qual foram agregadas várias alterações nos últimos anos, sem falar na existência de diversos Projetos de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados sobre o tema licitação e contratos na Administração Pública. As inúmeras situações previstas em leis específicas – e que trazem detalhes não previstos na Lei de Licitações – geram grave insegurança jurídica, tanto para os administradores quanto para as empresas privadas que desejam fornecer serviços ou produtos ao Poder Público.

Tanto um quanto o outro estão sujeitos a cometer falhas e até mesmo delitos não intencionais, por culpa da profusão de leis sobre o tema, que impede a correta apreensão da matéria por parte de quem age no dia a dia da administração pública.

Precisamos de uma reforma capaz de criar uma lei única consolidando todas as alternativas possíveis de contratação junto ao Poder Público, no intuito de garantir segurança a todos e, consequentemente, melhor aproveitamento dos recursos financeiros. Essa nova lei precisa ser objetiva, menos burocrática e eficiente, simplificando procedimentos e refletindo as premissas do Tribunal de Contas da União, jurisprudências e doutrinas especializadas.

Deverá, também, consolidar os tipos de licitações existentes, incluindo o pregão e o regime diferenciado de contratação, além de trazer inovações tecnológicas e capítulos específicos para consórcios, convênios e as adequações às NR’s e às boas práticas da sustentabilidade.

O grande desafio que se impõe, no entanto, é que por mais simples e objetivo que seja o novo marco legal, ele deve dar maior transparência nos instrumentos de controle por parte da sociedade, mantendo e ou mesmo ampliar o rigor das punições para aqueles que tentem burlar as vias legais, em cada contratação.

O que se espera, agora, é que o Congresso Nacional, renovado pelo recente pleito, faça o seu papel, oferecendo à sociedade uma lei moderna e enxuta, tendo como premissa fundamental a contratação de empresas saudáveis, bem estruturadas e que respeitem a legislação em sentido amplo, cumprindo, cotidianamente, suas obrigações tributárias, trabalhistas e ambientais.

 

 

 

 

 

 

Paulo Oscar Auler Neto

Vice-presidente da Sobratema