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GC nº 27Junho 2012 Matéria 1 de 24
Sumário
  1. EditorialIndústria da Construção: compromisso voluntário com o futuro do planeta
  2. Jogo RápidoArena Fonte Nova recebe certificação de qualidade BVC
  3. Jogo RápidoMais facilidades para aquisição de máquinas
  4. Jogo RápidoMetrô-SP licita projetos de novo trecho da Linha 4
  5. Jogo RápidoNKT Flexibles recebe licença para instalação no Superporto do Açu
  6. Jogo RápidoAbemi tem novo presidente
  7. Jogo RápidoConselho editorial de Grandes Construções no lançamento da Construction Expo 2013
  8. Jogo RápidoConstrução de novo estaleiro no Rio já tem financiamento de R$ 2,7 bi
  9. Jogo RápidoPetrobras bate recorde de produção e anuncia investimentos até 2016
  10. Jogo RápidoPorto Maravilha: R$ 1 bi para segundo ano de obras e serviços
  11. Informe PublicitárioImpermeabilizantes por cristalização capilar do concreto
  12. EntrevistaPresença estratégica
  13. Especial AeroportosInvestimentos privados desembarcam nos aeroportos brasileiros
  14. Especial AeroportosTCU libera obras da Infraero
  15. Especial AeroportosConstrução e ampliação de aeroportos, um desafio presente
  16. M&T Expo 2012Um evento para ficar na memória
  17. M&T Expo 2012Ministro do Desenvolvimento Agrário visita a M&T Expo
  18. M&T Expo 2012Sobratema entrega Ipads a vencedores de Concurso Cultural promovido durante a M&T Expo
  19. M&T Expo 2012Liebherr apresenta novas soluções na M&T
  20. M&T Expo 2012M&T Expo: espaço de negócios se consolida
  21. LogísticaAvançam as obras do maior terminal portuário privado multiuso do Brasil
  22. Concreto HojeO céu é o limite
  23. Métrica IndustrialConstrução industrializada caminha em trilhos sólidos
  24. ArtigoNova metodologia para cálculo dos benefícios e despesas indiretas (BDI)
Editorial

Indústria da Construção: compromisso voluntário com o futuro do planeta

Sustentabilidade. A expressão, já tão desgastada pelo uso equivocado, perdeu um pouco mais da sua força após a realização do Rio+20, a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

Exclusivo GC 6 de julho de 2012 · Edição 27
Indústria da Construção: compromisso voluntário com o futuro do planeta

As conclusões quanto à eficácia do encontro dividem as opiniões. Muitos consideram que houve avanços, como a inclusão na pauta de discussões de temas como a erradicação da fome e da miséria. Outros acreditam que faltou ousadia ao texto final assinado pelos chefes de Estado, ditado mais pelos interesses econômicos e desenvolvimentistas das nações, que pelo compromisso real em salvar o planeta, à beira da exaustão dos seus recursos.

O certo é que muitas questões, envolvendo os padrões de produção e consumo, a escassez de recursos naturais e estratégias para alcançar a sustentabilidade, ficaram sem respostas. Faltou a consolidação de um plano de metas com datas definidas e de um fundo de investimentos para o desenvolvimento sustentável, já que os países ricos – hoje bem menos ricos que antes – não querem pagar a conta do processo de destruição dos recursos naturais que perpetraram durante séculos. As nações em desenvolvimento, por sua vez, não aceitam a revisão das práticas danosas ao planeta, empenhado no esforço pelo desenvolvimento econômico a qualquer custo.

Então, o Rio+20 foi uma grande perda de tempo? Certamente não. Na pior das hipóteses ficou uma mensagem para esta e para as próximas gerações, que deverá ser objeto de reflexão profunda: grande parte das ações envolvendo maneiras de poluir menos, emitir menos gases, utilizar melhor os espaços urbanos respeitando o meio ambiente, não depende de ações governamentais. São práticas que precisam ser adotadas imediatamente e em caráter permanente pela sociedade, pelas empresas e pelos indivíduos. O combate às mudanças climáticas requer a revisão urgente de velhos hábitos e quebra de paradigmas, envolvendo  a participação de bilhões de pessoas que habitam um planeta com recursos finitos. Necessitamos de muito mais ações individuais para o bem coletivo.

Nesse sentido, a indústria da construção tem dado uma importante contribuição e um exemplo a ser seguido por outros setores da economia. Identificada como tradicional geradora de passivos ambientais, a construção vem investindo pesadamente no desenvolvimento de alternativas que minimizem as emissões de gases de efeito estufa em toda a sua cadeia produtiva; reduzindo ao máximo o uso da madeira e abolindo totalmente o emprego da madeira não certificada; promovendo o consumo racional da água, a eficiência energética dos edifícios; estimulando a adoção da energia solar, a eliminação do desperdício e a correta destinação e reciclagem dos seus resíduos.

Cresce como tendência em todo o mundo a construção de prédios com geração própria de energia, dos novos bairros sustentáveis, da requalificação (retrofit) de antigas áreas urbanas degradadas. A indústria fabricante de máquinas e equipamentos investe mais, a cada dia, no desenvolvimento de produtos comprometidos com a redução de emissões.

A preocupação do Brasil com edifícios verdes pode ser constatada na construção dos estádios para a Copa do Mundo de 2014. Pela primeira vez na história, uma copa será disputada em estádios com certificação de prédios verdes. Das 12 arenas que sediarão jogos, dez já pleitearam o selo LEED.

De acordo com a Carbon War Room, organização criada para acelerar projetos contra o aquecimento global em todo o mundo, 50% das emissões de carbono podem ser reduzidas sem a necessidade de acordos intergovernamentais.

Ações voluntárias como as empreendidas pela cadeia da construção podem reduzir os impactos ambientais, gerar empregos, movimentar capitais e ser uma forma de combater a pobreza. Podemos afirmar que estamos na vanguarda dessa tendência, à frente de muitos outros setores da economia. Olhando para nossas ações no passado, hoje nossos canteiros são certamente mais limpos e nossas consciências também.