Newsletter
Início› Exclusivo› Edição 2 ← Voltar à edição
GC nº 2Fevereiro 2010 Matéria 1 de 28
Sumário
  1. EditorialHá um abismo entre o crescimento econômico e o desenvolvimento social
  2. Jogo RápidoRandon fornecerá 213 retroescavadeiras ao governo gaúcho
  3. Jogo RápidoR$ 92 bilhões para energia até 2013
  4. Jogo RápidoAngra 3 vai demandar R$ 5 bi em equipamentos
  5. Jogo Rápido22 milhões de euros para reformar Paulo Afonso
  6. Jogo RápidoBelo Monte tem primeiro consórcio candidato à concessão
  7. Jogo RápidoOs chineses estão chegando
  8. Jogo RápidoOdebrecht investirá US$ 607 milhões em hidrelétrica no Peru
  9. Jogo RápidoAbertas licitações para construção da ZPE de Suape
  10. Jogo RápidoAngra dos Reis aguarda licitação para projetos de saneamento
  11. Jogo RápidoMais luz com menor consumo
  12. Jogo RápidoVolvo CE e JCB em parceria
  13. Jogo RápidoSiderúrgica do Pecém: terraplanagem avança
  14. Jogo RápidoVolvo Construction aumenta vendas no Brasil em 17%
  15. Jogo RápidoMais energia nas obras do projeto Juruti
  16. Jogo RápidoR$ 10 milhões para Samuel
  17. Jogo RápidoEstá no Brasil a segunda maior draga-escavadeira do mundo
  18. EntrevistaFalta de saneamento mata 210 crianças por mês no Brasil
  19. Bauma 2010Vitrine mundial da indústria da construção e mineração
  20. EnergiaHidrelétrica de Estreito conclui grandes estruturas e inicia fase de montagem
  21. Contrução IndustrialAlta tecnologia integra complexo siderúrgico da VSB em Jeceaba
  22. MineraçãoOnça Puma prepara o salto em 2011
  23. Canal Do PanamáIniciadas as obras para a construção do terceiro conjunto de eclusas
  24. Maquinas E EquipamentosCase New Holland inaugura fábrica de R$ 1 bi em Sorocaba
  25. SustentabilidadeReciclagem na construção civil
  26. Habitação PopularTecnologia para vencer o desafio do déficit habitacional no Brasil
  27. Habitação Popular“Minha Casa Holcim”
  28. ArtigoPlanejamento de empreendimentos: uma questão mais ampla
Editorial

Há um abismo entre o crescimento econômico e o desenvolvimento social

Exclusivo GC 1 de abril de 2010 · Edição 2
Há um abismo entre o crescimento econômico e o desenvolvimento social

Quinto maior país do mundo, com mais de 8,5 milhões de km2, o Brasil é tão grande que é praticamente inevitável a existência, em seu território, de realidades muito diferentes. Mas muitas vezes, essas realidades são tão contraditórias que parece haver pelo menos dois países bem diferentes em um só. Uma dessas contradições, que divide o País ao meio, rasgando uma vala profunda entre crescimento econômico e desenvolvimento social, é a política de distribuição do saneamento básico. Em algumas regiões, no Nordeste e no Norte, principalmente, a situação é comparável à de alguns países mais pobres da África. Já em boa parte do Sudeste, os números são próximos aos dos países desenvolvidos.

Nesta edição damos destaque a este assunto, em entrevista com o presidente da Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), Ives Besse. Ele denuncia a morte de 210 crianças brasileiras, todos os meses, vítimas de doenças transmitidas pela água contaminada ou pelo contato com esgoto sem tratamento. Um quadro dramático que pode se agravar, por falta de vontade pública dos governantes.

De acordo com o Banco Mundial, em 2025, dois terços dos habitantes da terra viverão nas cidades. O aumento populacional e a concentração urbana trazem necessariamente demandas crescentes dos serviços de água e esgoto. Para suportar esse aumento, as cidades terão que realizar, no mesmo ritmo, investimentos na expansão das redes de saneamento básico. No entanto, as várias políticas e os programas do governo brasileiro para o setor, nos últimos anos, não têm se mostrado eficazes, e os números denunciam isso.

Os serviços de infraestrutura são, reconhecidamente, peça indispensável para a melhoria da qualidade de vida da população mais carente que vive nos centros urbanos. E o governo brasileiro deve buscar as formas mais adequadas para ofertar esse serviço. Qualquer programa de ação, para trazer resultados reais, deve ter como diretrizes fundamentais a adoção do controle social na prestação de serviços, a criação de estruturas administrativas mais flexíveis, o estímulo a programa de conservação da água, de qualidade e produtividade na prestação dos serviços.

Deve ainda estimular as parcerias entre setor público e privado, melhorando a eficiência na oferta dos serviços e integrando as ações das diversas instâncias de governo – federal, estaduais e municipais.

As diferenças existentes indicam que há um longo caminho a ser percorrido. Mas esse caminho é necessário para um país comprometido com a elaboração de um projeto estratégico de Nação, com a afirmação de sua identidade, com a universalização das conquistas sociais e com a erradicação plena da pobreza.

Mário Humberto Marques
Presidente da Sobratema