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GC nº 17Julho 2011 Matéria 17 de 27
Sumário
  1. EditorialConstruction Expo 2011 reunirá toda a cadeia da construção num só lugar
  2. Jogo RápidoNova plataforma modular suspensa para o setor offshore
  3. Jogo RápidoOAS recruta novos talentos
  4. Jogo RápidoConsórcio responsável pela UHE de Estreito é multado
  5. Jogo RápidoAlcoa investirá mais R$ 40 milhões na unidade de Tubarão (SC)
  6. Jogo RápidoBomba-lança chinesa ajuda a evitar catástrofe nuclear no Japão
  7. Jogo RápidoEficiência na distribuição de energia
  8. Jogo RápidoEscoramento de alumínio no Brasil
  9. Jogo RápidoEdifício ocupado pela Petrobras conquista certificação verde
  10. Jogo RápidoFundo da Marinha Mercante aprova financiamento para estaleiro no Rio
  11. Jogo RápidoChegam duas gruas de 40 toneladas adquiridas pela Locar
  12. EntrevistaNão tem bolha no mercado imobiliário brasileiro
  13. Construction Expo 2011Construction Expo 2011
  14. Construction Expo 2011Cadeia da construção representada durante a Construction Expo 2011
  15. EnergiaBNDES destina R$ 445,7 mi a parques eólicos
  16. AeroportosAeroporto de Guarulhos na "UTI"
  17. Nova FábricaGerdau investe R$ 718 milhões para expandir produção
  18. TecnologiaCorrida tecnológica
  19. Obras De ArteNovas obras de arte mudarão a cara de Blumenau
  20. Máquinas E EquipamentosHaulotte Group inaugura subsidiária brasileira
  21. ArtigoEnergia elétrica e os canteiros de obras no Brasil
  22. Gestão PúblicaInvestimentos em infraestrutura, desenvolvimento e paz social
  23. Gestão PúblicaR$ 80 bi para financiar novo ciclo de desenvolvimento
  24. Petróleo E GásPetrobras investirá US$ 224,7 bilhões até 2015
  25. CimentoProdução de cimento pode atingir 97% da capacidade produtiva em 2011
  26. Questionário OnlineO leitor fala! Líderes setoriais comentam opiniões!
  27. AgendaPor um transporte limpo e sustentável
Nova Fábrica

Gerdau investe R$ 718 milhões para expandir produção

Exclusivo GC 18 de agosto de 2011 · Edição 17

A Gerdau anunciou investimentos de R$ 718 milhões em suas duas plantas localizadas em São Paulo. A maio parte dos investimentos será aplicada na expansão da usina de aços especiais voltados para o mercado automotivo e para a construção de uma nova fábrica de produtos voltados para a construção civil, dentro do complexo industrial localizado em Pindamonhangaba. A usina de Araçariguama também vai receber melhorias na área de laminação para a instalação de uma nova linha de produtos prontos, direcionados para o setor construtivo. A previsão da empresa é de que os investimentos estejam concluídos até 2013.

“A decisão de investir em São Paulo foi impulsionada pela expansão da demanda da indústria automotiva e da construção civil no País. Esses investimentos nos permitirão continuar atendendo nossos clientes com agilidade e flexibilidade e ampliarão a qualidade e a diversificação de nossos produtos”, disse André B. Gerdau Johannpeter, CEO da Gerdau.

O novo laminador de aços especiais na usina de Pindamonhangaba deverá ter capacidade instalada anual de cerca de 500 mil t de barras redondas. Com isso, a capacidade instalada anual da usina, que destina cerca de 80% de seus produtos para o mercado automotivo, crescerá das atuais 700 mil t de laminados para 1,2 milhão de t. O novo equipamento iniciará suas operações em 2012 e terá como foco o atendimento do mercado brasileiro.

A cidade vai receber também a nova fábrica de produtos prontos para o uso na construção civil – telas para concreto, malhas, telas para tubos, telas para colunas, telas especiais e treliças. O investimento, segundo destacou o executivo da empresa, visa atender ao aumento da demanda da construção civil que tem uma expectativa de crescimento na casa dos 8% neste ano. Os produtos vão empregar o aço Gerdau proveniente das usinas de aços longos da companhia. Na usina de Araçariguama, as melhorias que serão realizadas no laminador visam proporcionar ganhos de produtividade para toda a cadeia de negócios. A iniciativa compreende a instalação de uma nova linha de vergalhões GG-50 em rolos, cuja entrada em operação ocorrerá em 2012.

A Gerdau possui três unidades produtoras de aços especiais e uma de aços longos no Estado de São Paulo. Somam-se a elas um laminador, quatro unidades de transformação, nove unidades de corte e dobra de aço, um centro de serviços de aços planos, cinco plantas de coleta e processamento de sucata, um escritório e 17 filiais comerciais.

A Gerdau é uma das maiores produção de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedoras de aços longos especiais no mundo. Possui 45 mil colaboradores e operações industriais em 14 países – nas Américas, na Europa e na Ásia –, as quais somam uma capacidade instalada superior a 25 milhões t de aço. É a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de toneladas de sucata em aço. Com cerca de 140 acionistas, a Gerdau está listada nas bolsas de valores de São Paulo, Nova Iorque e Madri.

Foco no aumento da demanda

A maior demanda por aço impulsionou o crescimento da receita líquida da Gerdau, no primeiro trimestre de 2011, para R$ 8,4 bilhões, uma expansão de 18% frente ao mesmo período do ano anterior. Esse bom desempenho reflete o aumento de 16% nas vendas físicas consolidadas, as quais alcançaram 4,7 milhões t. A produção consolidada de aço, por sua vez, cresceu 9% sobre o mesmo período do ano anterior e atingiu 4,7 milhões t.

O primeiro trimestre apresentou o melhor desempenho em vendas físicas desde o final de 2008, quando teve início a crise econômica mundial, fazendo com que a empresa confirmasse a expectativa divulgada anteriormente, de um início de ano positivo, com recuperação de margens, em um cenário de crescimento de custos. Para o segundo trimestre, os sinais nos seus mercados de atuação, segundo a empresa, apontam para a manutenção da tendência de melhora continuada da demanda.

“A empresa continuará investindo na expansão de suas operações de forma a responder ao crescimento dos mercados, com maior agilidade. Nesse sentido, destacam-se as decisões de investir R$ 718 milhões no Brasil, no estado de São Paulo, para atender a contínua expansão da demanda da indústria automotiva e da construção civil. Adicionalmente, mais R$ 560 milhões serão investidos nas várias unidades de aços especiais nos Estados Unidos para suprir os clientes, frente ao crescimento dos mercados automotivo e industrial da América do Norte”, destacou André B. Gerdau Johannpeter.

Durante o primeiro trimestre do ano, houve crescimento das vendas físicas em todas as operações da Gerdau. No Brasil (exceto unidades produtoras de aços especiais), foi vendido 1,7 milhão t, o que representa 11% de aumento em comparação com o mesmo período no ano anterior. Desse total, 1,2 milhão t foi direcionado para o mercado interno, volume 2% superior, frente aos três primeiros meses de 2010. Na comparação com o quarto trimestre, as vendas para o mercado interno apresentaram evolução de 9%. Em relação às exportações a partir do Brasil, de 526 mil t, houve 40% de aumento frente ao primeiro trimestre de 2010 – desempenho influenciado pela venda de produtos para a região asiática.

A operação no Canadá e nos Estados Unidos (exceto unidades produtoras de aços especiais), apresentou 22% de acréscimo nas vendas físicas, devido à maior demanda da indústria e do setor de energia, chegando a 1,6 milhão t. As unidades nos países da América Latina (exceto Brasil) somaram 638 mil t de produtos comercializados, cujos destaques foram os mercados do Chile e da Argentina, totalizando 17% de aumento sobre o mesmo período de 2010.

A Operação de Negócio Aços Especiais (inclui unidades no Brasil, Estados Unidos e Espanha) comercializou 732 mil t, um incremento de 15% sobre o primeiro trimestre do ano anterior em razão da forte recuperação do setor automotivo nos Estados Unidos e da melhora dos volumes de exportação a partir da Espanha para outros países da Europa.

Durante o primeiro trimestre, a Gerdau investiu R$ 333 milhões em ativo imobilizado, sendo que 73% foram destinados para o Brasil e 27% para os demais países. Conforme divulgado anteriormente, estão programados investimentos de R$ 10,8 bilhões para o período 2011-2015, dos quais aproximadamente 75% serão direcionados ao Brasil e 25% para as unidades nos demais países. Os investimentos em estudos mencionados anteriormente não fazem parte do montante de R$ 10,8 bilhões.

Tradição

A história da Gerdau teve início em 1901, com uma pequena fábrica de pregos em Porto Alegre (RS), chamada Pontas de Paris. Hoje, a Companhia possui operações industriais em 14 países – nas Américas, Europa e Ásia – com capacidade instalada superior a 25 milhões t de aço por ano.

“Em mais de um século, crescemos e diversificamos nossos negócios na cadeia de valor do aço, apresentando lucro em todos os exercícios, buscando sempre a eficiência de nossas operações e o contínuo aprimoramento do atendimento de nossos clientes. A busca por excelência e a paixão em tudo o que se faz, além do forte compromisso com as pessoas e com o meio ambiente, é o que compõe a nossa cultura empresarial. É isso que move a Gerdau e que nos dá alegria de poder festejar nossos primeiros 110 anos”, afirma o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André B. Gerdau Johannpeter.

Como parte das celebrações de aniversário, a Gerdau lançará uma nova logomarca, a qual passou por uma sutil revitalização, ficando mais leve e moderna. Durante esses 110 anos, a logomarca da Gerdau teve apenas cinco alterações. A primeira representação gráfica da marca Gerdau era um selo com a figura de um prego, o qual foi amplamente utilizado em materiais comerciais nas décadas de 40, 50 e 60. Depois disso, em 1970, foi criada a primeira logomarca institucional da Gerdau, em que duas letras G representavam o espírito de coesão e a vontade de crescer da empresa. Essa versão da logomarca passou por uma pequena alteração em 1976. Foi no final da década de 1980 que a Gerdau alterou novamente a sua logomarca, que se manteve até a nova alteração.

Atualmente, a gestão da companhia conta com membros da quarta e da quinta geração da família.  Em 1946, Curt Johannpeter, genro de Hugo, assumiu a direção da empresa e comandou uma fase decisiva de expansão dos negócios: o início da produção do aço. Em 1948, é adquirida a usina Riograndense, localizada também em Porto Alegre, para garantir o fornecimento da matéria-prima. A nova unidade antecipou o conceito de mini-mill, modelo baseado no uso de sucata e na comercialização regional, que permitiu ter custos operacionais mais competitivos.

O marco do início da expansão da Gerdau para outros estados do Brasil ocorreu em 1968, com a aquisição da Usina Açonorte, em Pernambuco. Na década seguinte (1971), a Companhia ingressou no segmento de distribuição de aço, origem da Comercial Gerdau – atualmente a maior distribuidora de aço do Brasil. Em seguida, iniciou a construção da usina Cosigua, no Rio de Janeiro, e assumiu o controle da usina Guaíra, pioneira na produção de aço no Estado do Paraná.

O primeiro passo no processo de internacionalização ocorreu no Uruguai, com a aquisição da Laisa, em 1980. Esse movimento se seguiu com a compra da Courtice Steel, localizada na província de Ontário (Canadá) em 1989. Ao longo dos anos seguintes, a ampliação dos negócios fora do País permitiu a entrada nos mercados do Chile, Argentina, Estados Unidos, Colômbia, Espanha, Peru, México, Venezuela, República Dominicana, Guatemala e Índia.