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GC nº 57Março 2015 Matéria 18 de 22
Sumário
  1. EditorialNós pagamos a conta do gargalo nos portos
  2. Jogo RápidoESPAÇO SOBRATEMA
  3. Jogo RápidoCeará apresenta plano de reformulação de modais
  4. Jogo RápidoRebaixamento de lençol freático com redução de tempo e energia
  5. Jogo RápidoMT determina novo prazo para estudos de concessões
  6. Jogo RápidoNew Holland Construction lança o trator de esteiras D180C
  7. Jogo RápidoMaior dique flutuante do mundo deixa o Porto do Açu
  8. Jogo RápidoChegam os primeiros trens para a Linha 4 do metrô carioca
  9. Jogo RápidoPrimax adquire guindastes Sany personalizados
  10. Jogo RápidoComeçam as obras da maior termelétrica, a biomassa da América Latina
  11. EntrevistaConstrução busca novos caminhos
  12. Matéria De Capa - Construção ImobiliáriaCrescendo mais devagar, mas crescendo
  13. Matéria De Capa - Construção ImobiliáriaHabitação popular
  14. EnergiaA batalha do Tapajós continua
  15. EnergiaA batalha pela fronteira Munduruku
  16. PortosJogo travado nos portos
  17. PortosAntaq apresenta resultados de estudo sobre concorrência nos portos
  18. Excelência Operacional & Lean ConstructionEstratégia das Operações
  19. Momento M&T ExpoFeira mostrará inovações em equipamentos para obras e mineração
  20. Concreto HojeAbesc vê espaço para crescimento do uso de concreto
  21. ArtigoBIM nas obras públicas
  22. Agenda 2015Produtividade - Os Grandes Desafios na Construção
Excelência Operacional & Lean Construction

Estratégia das Operações

Exclusivo GC 16 de março de 2015 · Edição 57

Neste segundo artigo gostaria de transcorrer sobre um tema de extrema importância para as empresas da Indústria da Construção: a Estratégia das Operações.

Quando uma organização desenvolve e implementa o seu Planejamento Estratégico geralmente o faz com foco nas Operações e, levando em conta as características, necessidades dos clientes e suas vantagens competitivas, procura se estruturar e desdobrar a Estratégia Corporativa até as Operações, de forma que estas estejam alinhadas quanto às diretrizes, ações, indicadores, metas, entre outros.

Uma Estratégia Corporativa deve abranger todos temas relevantes aos negócios da empresa e uma Estratégia de Operações pode focar de maneira específica em um ou mais tipos de negócio, que, no caso do setor de Construção, são as Obras ou Projetos. A Estratégia de uma Obra necessita conectar os objetivos da organização às práticas da Produção e fornecer ao Projeto todas as condições para que ele seja entregue com qualidade e dentro do custo e prazo estabelecidos.

Muitas empresas para as quais tenho prestado consultoria realizam seus projetos/obras de maneira exemplar, pois conhecem bem o que estão fazendo e o fazem há anos. Porém, a grande maioria delas ainda não tem se preocupado com o desenvolvimento Corporativo de uma Estratégia para suas Operações. Parar para pensar e desenvolver algo estruturado, desde o início é, com certeza, de suma importância para o sucesso de qualquer empreendimento.

Levando em consideração que setor da Construção trabalha sob demanda, ou seja, que seus projetos são, em grande maioria, únicos e com prazo de início e fim, existe sempre a grande necessidade de se adaptar o modelo organizacional e de produção às necessidades e características de cada obra. E isso precisa ser feito rapidamente, pois, a partir do fechamento do contrato, “o relógio já está girando”.

Quando trabalhamos junto às empresas os elementos essenciais de um “Programa de Excelência Operacional & Lean Construction”, procuramos levar até elas alguns princípios, conceitos, metodologias e ferramentas que possam gerar resultados diferenciados e aumentar a performance de seus processos.

A figura acima destaca, em um modelo genérico e em função das Fases de uma Obra, as metodologias envolvidas e, de maneira especial, da “Estratégia das Operações”, a qual deve ser iniciada já na fase de Análise e Concorrência. Esta metodologia é de suma importância e a sua implementação, da maneira correta e no momento certo, tem sido o grande diferencial que algumas empresas estão adotando para alavancar os seus resultados ou até mesmo salvar aqueles que por ventura estejam sendo perdidos ou tenham que ser alcançados com esforços extras. Ela possui seu foco em 10 elementos essenciais para o sucesso de uma obra, desde o início. Para a sua implementação desenvolvemos um Mapa denominado MVEO, o qual é construído, a partir da realização de Workshops e dinâmicas com os diversos envolvidos no projeto, descrevendo-se cada um de seus elementos de maneira conjunta, porém bastante detalhada e completa.

O “MVEO - Mapa Visual da Estratégia das Operações” envolve a definição do “Escopo” do Projeto, seus “Objetivos e Metas”, o “Mapa de Gestão dos Processos e Interfaces”, a descrição da “Estrutura Organizacional” e “Custos”, os “Contratos e Aquisições” a serem realizados, a análise dos “Riscos”, a definição e descrição dos “Envolvidos (Stakeholders)” e das “Restrições”, bem como dos “Indicadores” a serem implementados.

Ao final do processo um Plano de Ação é elaborado contendo todas as demandas levantadas nos diversos Brainstormings e as respectivas ações necessárias são elencadas para que o Projeto possa ser conduzido, desde o início, com transparência, flexibilidade, agilidade e foco nos resultados.

O MVEO fornece ao time da obra e a todos os envolvidos a oportunidade de estruturar a Estratégia do empreendimento aos olhos de suas Operações, ou seja, não apenas focando no que deve ser feito em cada uma de suas fases, o que já fazemos muito bem hoje em dia, mas, principalmente, modelando os processos e detalhando os diversos temas envolvidos nas interfaces entre os mesmos. Muitas obras têm focado atualmente enormes esforços em temas como produtividade, inovação tecnológica, entre outros, porém se esquecem de que, com um país imprevisível e com enormes dificuldades, não podemos nos esquecer de um outro importante tema: a Previsibilidade. É ai que a entra a Estratégia das Operações. Ela fornece a todos um norte único e inicia um ciclo de Gestão que tem como principal foco prever, com a maior antecedência possível, todos os eventos que possam impedir o sucesso do empreendimento.

Parar para pensar, eis a questão!

A Excelência Operacional e a Lean Construction vieram para ficar. Afinal, não podemos mais fazer obra como há 30 anos atrás. Precisamos inovar. As empresas que saírem na frente e conseguirem se diferenciar no mercado, principalmente em momentos de crise como este, serão as únicas que terão a oportunidade de dar um real salto tanto qualitativo quanto quantitativo e alavancar seus resultados.

Jevandro Barros – IOpEx.