Estaleiro Mauá foca em reparo de navios e serviços portuários para crescer

Em meio à crise da indústria de petróleo e gás, que abalou severamente o setor da indústria naval no Brasil, o Estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro, com várias obras paralisadas após questões judiciais e desentendimentos com a Petrobras, vem redefinindo algumas de suas prioridades e dando uma ênfase maior a dois focos, como alternativa de recuperação: o reparo de navios e os serviços portuários.
Heitor Ciuffo, gerente de Terminal Portuário do grupo, conta que o projeto do estaleiro é se estabelecer como uma plataforma portuária industrial, atendendo a diversas demandas dos clientes, desde a logística até a parte de serviços ambientais, destacando a localização, na Baía de Guanabara, como um fator atrativo ao mercado. “E nós temos 680 metros de cais dentro dessa baía, com todas as legalizações ambientais, outorgas e condições. Então isso vale muito. É um grande facilitador em termos de custo”, diz.
O gerente geral de reparos navais do Mauá, William Lima, reconhece, no entanto, que as atividades de reparos ainda são o principal gerador de receita para o grupo, que pretende usar esse serviço já consolidado para conquistar novos negócios. “O cliente pode vir com uma necessidade de reparo e também terá as facilidades de atendimento portuário”, afirma.

