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GC nº 61Julho 2015 Matéria 17 de 21
Sumário
  1. EditorialCuidar do lixo, um desafio das cidades modernas
  2. Jogo RápidoCamargo Corrêa tem novo presidente
  3. Jogo RápidoEm pauta a duplicação da Serra das Araras
  4. Jogo RápidoEdison Chouest amplia base de apoio offshore no Porto do Açu
  5. Jogo RápidoComeça nova pesquisa CNT/ Sest-Senat de qualidade das rodovias brasileiras
  6. Jogo RápidoEstudos da Ferrovia do Frango ganham corpo
  7. Jogo RápidoNova locomotiva GE passa a contar com Finame
  8. Jogo RápidoPremodisa reutiliza água para lavagem de usinas de concreto
  9. EntrevistaConcessões: depois da consolidação, a expansão
  10. Matéria De Capa - Cobertura M&T ExpoMaior do que qualquer crise
  11. Matéria De Capa - Cobertura M&T ExpoCongresso passa o mercado a limpo
  12. Matéria De Capa - Cobertura M&T ExpoCrise no mercado e exportações
  13. Matéria De Capa - Cobertura M&T ExpoCidades em Movimento
  14. Matéria De Capa - Cobertura M&T ExpoNo mundo mágico das máquinas e equipamentos
  15. Construção Imobiliária - Hotel Royal CampinasPonto estratégico
  16. Máquinas E EquipamentosMade in Brazil
  17. Excelência Operacional & Lean ConstructionDesenvolvimento de projetos integrados
  18. Concreto HojeNova norma sobre concreto de cimento Portland favorece mercado
  19. ArtigoA importância da inspeção e da qualidade nas obras
  20. Agenda 2015Inovações tecnológicas para a construção civil
  21. Espaço SobratemaESPAÇO SOBRATEMA
Excelência Operacional & Lean Construction

Desenvolvimento de projetos integrados

Exclusivo GC 26 de julho de 2015 · Edição 61

Neste artigo gostaria de falar um pouco sobre uma abordagem muito interessante que tem sido utilizada nos Estados Unidos dentro da filosofia LEAN e que foi apresentada também em nosso 2º Summit Internacional sobre Excelência Operacional & Lean Construction, realizado dia 10.06.2015: Integrated Project Delivery ou Desenvolvimento de Projetos Integrados.

O conceito de “IPD” nasceu na Toyota, mais precisamente em sua área de Desenvolvimento de Produtos. A empresa Toyota sempre foi uma das mais inovadoras do mercado em termos de metodologias para redução de prazos, custos e aumento de produtividade. Este conceito abrange 3 elementos, denominados pela Toyota de “Domínios”, os quais podem ser representados pela figura abaixo:

Após a realização de diversos estudos sobre este conceito de Desenvolvimento de Projetos de “Produtos”, ele foi tão bem sucedido que outros mercados iniciaram também a sua utilização, inclusive o da Construção.

Nos Estados Unidos, esta abordagem tem sido muito utilizada em obras complexas e pode ser detalhada em 13 Elementos, os quais foram descritos por “Morgan e Liker” conforme abaixo:

Estabelecer o valor definido pelo cliente para separar valor adicionado de perdas;

“Front-load”, o processo de desenvolvimento de projeto para explorar soluções alternativas em detalhe enquanto existe mais espaço no projeto;

Criar um fluxo de desenvolvimento de projeto balanceado;

Utilizar rigorosa padronização para reduzir variação e criar flexibilidade e resultados previsíveis;

Desenvolver um Engenheiro Chefe para integrar o desenvolvimento do projeto, do início ao fim;

Organizar para balancear conhecimento funcional e integração entre funções;

Desenvolver competências técnicas em todos os engenheiros;

Integrar completamente os fornecedores no sistema de desenvolvimento de produto;

Construir aprendizagem e melhoria continua;

Construir uma cultura para apoiar a excelência e a busca incessante da melhoria continua;

Adaptar a tecnologia para se ajustar às pessoas e processos da organização;

Alinhar a organização através de comunicação simples e visual;

Usar ferramentas poderosas para padronização e aprendizagem organizacional.

Os 13 Elementos acima têm sido amplamente praticados em obras de portes diversos, principalmente as mais complexas e, a partir de sua utilização, conforme apresentado pela Ph.D Thais Alves, diversas mudanças puderam ser observadas na prática (Exemplos dos Hospitais de San Francisco e San Diego nos USA):

Transição de um ambiente competitivo para um ambiente colaborativo;

Participantes de diferentes indústrias observaram na prática como os princípios Lean fazem a diferença;

Aumento da colaboração e do entendimento dos problemas e soluções;

Confiança e comprometimento para discutir alternativas abertamente, documentá-las e desenvolvê-las;

Desenvolvimento de parcerias;

Realização de benchmarking e aprendizado entre participantes;

Colaboração e orientação do gerente de projetos;

Desafio: gerenciar a quantidade de informação compartilhada.

Para que projetos como os mencionados acima possam ser realizados, existe ainda um outro importante ponto que tem sido um grande diferencial para as empresas americanas que utilizam esta abordagem: a “Forma Integrada de Contrato” (Integrated Form of Agreement - IFoA). Um único contrato – Promoção de cooperação, onde Projetistas, fornecedores, construtores e sub-contratados definem o projeto construtivo e o Cliente é parte do processo de projeto e assume riscos junto com os demais participantes.

Este e um enorme desafio, principalmente para o mercado brasileiro, pois nossas legislações ainda são bastante distintas das legislações de outros países e ainda não faz parte de nossa cultura o total compartilhamento contratual entre os Stakeholders. Este é, na minha opinião, sem dúvida o maior desafio para conseguirmos alcançar outros patamares em termos de integração de projetos, os quais tem trazido excelentes resultados em termos de custo e prazo.

Jevandro Barros Diretor Geral IOpEx Brasil