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GC nº 21Novembro 2011 Matéria 23 de 31
Sumário
  1. EditorialBurocracia barra entrada de investidor privado nos Portos
  2. Jogo RápidoGeradores Atlas Copco contra a dengue
  3. Jogo RápidoR$ 8 milhões em obras para 10 municípios paulistas
  4. Jogo RápidoBRT avança no Rio
  5. Jogo RápidoRetomada licitação do trem-bala
  6. Jogo RápidoPetrobras investe R$ 6 milhões em laboratório de pesquisa
  7. Jogo RápidoUso do aço na construção é menor que o esperado
  8. Jogo RápidoSão Paulo ruim de mobilidade
  9. Jogo RápidoPlataforma da OSX em fase de adaptação
  10. Jogo RápidoTerratest investe pesado no Brasil
  11. Jogo RápidoChega ao Rio mais uma plataforma comprada pela Petrobras
  12. Jogo RápidoBalanço do PAC Energia
  13. EntrevistaDe olho no rock and roll e no pré-sal
  14. Especial PortosFalta de infraestrutura é o maior problema portuário no Brasil
  15. Especial PortosOs melhores e os piores portos do Brasil
  16. Especial PortosR$ 278,1 milhões para obras em Suape
  17. Especial PortosR$ 80 milhões para o Porto do Itaqui
  18. Especial PortosObras de ampliação apresentam resultados
  19. Especial PortosR$ 1,5 bilhão para melhorar acessos ao Porto de Santos
  20. Especial PortosBID vai financiar projeto para descongestionar o Porto de Santos
  21. Especial PortosPorto do Rio Grande: um olhar para o futuro
  22. Especial PortosSuperporto do Açu já recebeu mais de R$ 2,3 bi em investimentos
  23. Especial PortosConcluída a perfuração do túnel do Superporto Sudeste
  24. Especial PortosLiberada ordem de serviço para obras de dragagem
  25. Sobratema Fórum 2011 - InfraestruturaO melhor e o pior das cidades em São Paulo
  26. Energia RenovávelMorro dos Ventos começa ganhar forma
  27. AeroportosReforma ajustará aeroporto de Salvador para demanda da Copa
  28. Construção SustentávelUm hospital projetado para o futuro
  29. Caminhões PesadosScania lança no Brasil nova plataforma mundial de motores
  30. EsquadriasMercado em alta
  31. ArtigoUma expertise brasileira
Especial Portos

Concluída a perfuração do túnel do Superporto Sudeste

Exclusivo GC 20 de dezembro de 2011 · Edição 21

A MMX Mineração e Metálicos S.A., empresa do Grupo EBX, do empresário Eike Batista, acaba de concluir a perfuração do túnel do Superporto Sudeste. Com 1,8 km de extensão, 11 metros de altura e 20 metros de largura, o túnel atravessa uma grande formação rochosa, ligando a área destinada à instalação dos pátios de armazenamento de minério de ferro ao píer do porto. No interior do túnel serão instaladas esteiras rolantes, que farão a movimentação do minério. As obras de perfuração do túnel foram executadas pelo consórcio ARG/Civilport e exigiram a retirada de 365 mil m3 de rocha.

Uma vez concluído, o Superporto Sudeste será o responsável pelo escoamento de, no mínimo, 50 milhões de toneladas/ano de minério de ferro brasileiro para o mercado transoceânico. O túnel, no entanto, foi construído contemplando a expansão do porto para a capacidade de 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

Além da escavação do túnel, as obras do Superporto Sudeste avançam simultaneamente em outras frentes. Prossegue a construção dos dois pátios de estocagem para minério de ferro e da estrutura offshore. A montagem dos equipamentos, como viradores de vagões e carregadores de navio, já foi contratada com as empresas Thyssen Krupp e ZPMC, e está programada para começar no primeiro semestre de 2012. As obras civis serão realizadas pelo consórcio ARG-Civilport.

A PortX, também do Grupo EBX, detentora do Superporto Sudeste e responsável por sua construção e operação, divulgou, no ano passado, a decisão de expandir a capacidade de movimentação do porto, que passará de 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano para 100 Mtpa. Em dezembro de 2010, com a aquisição de uma área de 150.000 m2, adjacente ao seu pátio de estocagem de minério de ferro, a PortX viabiliza a construção de um terminal de estocagem com capacidade duas vezes maior do que a prevista inicialmente. O investimento para a construção do Superporto Sudeste é de R$1,8 bilhão.

Superporto Sudeste

O Superporto Sudeste é um Terminal Portuário Privativo de Uso Misto, dedicado à movimentação de minério de ferro, que está sendo construído na Ilha da Madeira, no município de Itaguaí (RJ). Estrategicamente localizado, o Superporto Sudeste representa a menor distância entre os produtores de minério de ferro do Quadrilátero Ferrífero (Minas Gerais) e o oceano.

Com profundidade de 21 metros, o empreendimento terá capacidade para receber navios de grande calado, como os do tipo Capesize.

Localizado próximo à Baía de Sepetiba, o terminal portuário, cuja implantação foi iniciada pela LLX, será responsável pela movimentação de minério de ferro originado no Sistema Sudeste da MMX Mineração e Metálico, empresa de mineração do Grupo EBX, bem como de outras mineradoras. Pelo cronograma, no primeiro ano, o porto vai movimentar 20 milhões de toneladas, volume que sobe para 40 a 50 milhões no ano seguinte. Um ano depois, o terminal alcançaria ritmo pleno.

Com todas as licenças necessárias para a construção do Superporto, incluindo a autorização da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), expedida em março de 2010, e o financiamento de longo prazo de R$ 1,2 bilhão junto ao BNDES, em junho do ano passado, a LLX assegurou todas as condições exigidas para a plena execução do empreendimento.

Em setembro de 2010, a LLX divulgou Fato Relevante informando a aquisição do Superporto Sudeste pela MMX. A operação foi iniciada em 30 de setembro e aguarda autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ser concluída.

Resultados

Em 2010, após incorporação da LLX Sudeste S.A., a PortX registrou um prejuízo de R$ 25 milhões. Valor que foi investido ao longo do ano na construção do empreendimento. A Companhia encerrou o ano com R$ 425 mil em caixa e equivalentes de caixa, além de aplicações financeiras na conta Títulos e Valores Mobiliários no montante de R$ 45,6 milhões. A evolução do caixa e das disponibilidades é um reflexo da realização dos investimentos para implantação e desenvolvimento do Superporto Sudeste. O imobilizado consolidado foi de R$ 338,6 milhões no término do exercício.