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GC nº 45Jan/Fev 2014 Matéria 25 de 28
Sumário
  1. EditorialA culpa não é de São Pedro
  2. Jogo RápidoVendas de material de construção cresceram 4,4% em 2013
  3. Jogo RápidoBarbosa Mello amplia a parceria com a Vale no Projeto S11D
  4. Jogo RápidoMercado de caminhões cresce 13%
  5. Jogo RápidoGerdau fornece aço para obras no Aeroporto de Guarulhos
  6. Jogo RápidoSH cresce 20% em 2013
  7. Jogo RápidoMega projeto da Anglo American tem 82% de avanço físico
  8. Jogo RápidoNó no trânsito em Salvador (BA)
  9. Jogo RápidoSany vendeu mais de 200 guindastes em 2013
  10. Jogo RápidoZoomlion Cifa já produz no Brasil
  11. Jogo RápidoSó metade do VLT de Cuiabá fica pronto antes da Copa do Mundo
  12. EntrevistaObras da Linha 6 começam já em 2014
  13. EntrevistaMudança de regras para atrair interessados
  14. AeroportosPrimeiro aeroporto 100% privado do país
  15. GreenbuildingSoluções para canteiros ecologicamente corretos
  16. GreenbuildingReciclagem de sólidos é um bom negócio
  17. Construção SecaDrywall cresce e aparece no Brasil
  18. Mercado ImobiliárioSuperando as expectativas mais otimistas
  19. Geologia - Matéria De CapaTragédias anunciadas
  20. Geologia - Matéria De CapaOpinião: As chuvas e o medo chegaram
  21. Geologia - Matéria De CapaTecnologia para enfrentar tragédias
  22. Geologia - Matéria De CapaPisos permeáveis contra enchentes e inundações
  23. Prêmio AbcicConsagração da Construção Industrializada
  24. Prêmio AbcicLuxo, inovação tecnológica e compromisso ambiental
  25. Prêmio AbcicAnuário apresenta sondagem inédita do setor elaborada pela FGV
  26. M&T Peças E ServiçosConcessões beneficiam a área de equipamentos
  27. Concreto HojeNovo WTC de Nova York adota concreto ultrarresistente
  28. ArtigoDesafios do mercado de saneamento no trato com o consumidor
Prêmio Abcic

Anuário apresenta sondagem inédita do setor elaborada pela FGV

Exclusivo GC 26 de fevereiro de 2014 · Edição 45

Com um total de 108 páginas e dividido em quatro capítulos, o Anuário 2013 da Abcic inclui nesta edição sondagem inédita realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o que confere ainda maior credibilidade e peso metodológico na análise das expectativas e no detalhamento do desempenho das indústrias do pré-fabricado de concreto.

O levantamento da FGV fornece um panorama do setor da construção civil brasileira, contextualiza o pré-fabricado de concreto neste cenário e mapeia a atuação e produção do setor, apontando os principais indicadores da sondagem realizada com as empresas associadas da Abcic, que representam as estruturas pré-moldadas de concreto e elementos de fundação, incluindo dados de produção, geração de emprego, uso do aço e do cimento, perfil de vendas e investimentos.

Mantendo os investimentos

Na Sondagem de Expectativas da Indústria de Pré-fabricados de Concreto, a FGV apurou que apenas 10% das pré-fabricadoras reduziram investimentos em 2013. Em relação à composição dos investimentos realizados, o estudo revelou que 87,5% dos recursos foram aplicados na aquisição de equipamentos para produção; 62,5% se destinaram ao aumento da área produtiva; 56,3% na ampliação da área de estocagem; 50,0% no aumento dos galpões; e 31,3% para a compra de equipamentos utilizados na montagem das estruturas.

Já para 2014, o levantamento da FGV revelou incerteza quanto à intenção de ampliações, uma vez que apenas 26,5% dos industriais revelaram intenção de aumentar seus investimentos na comparação com 2013. Entre os fatores apontados pelo estudo para a limitação dos investimentos, o principal é incerteza em relação ao futuro da demanda. Nada menos que 65,2% dos entrevistados apontaram esse fator. Em seguida aparecem: escassez de mão de obra qualificada, lembrado por 60,9%; incertezas relacionadas à política econômica, com 52,2% das respostas; e carga tributária, lembrada por 47,8% como fator que limita o investimento.

Em relação às áreas onde as estruturas pré-fabricadas estão sendo utilizadas, a pesquisa da FGV registrou que, em 2012, as obras industriais lideravam o ranking. Na sequência aparecem obras em shopping centers, seguidas de centros de distribuição e logística. Obras de infraestruturas e especiais registraram um avanço considerável e ficaram em quarto lugar no ranking de uso de pré-moldado – em 2011, estavam em quinto lugar.  O ranking de 2012 é completado por obras realizadas para o varejo, edifícios comerciais e o setor habitacional. O levantamento da FGV constatou também que, em dezembro de 2012, as indústrias de pré-fabricados empregavam 14.492 pessoas.

Em relação ao uso de insumos, o estudo encomendado pela Abcic revelou que, em 2012, os pré-fabricadores de estrutura de concreto consumiram 474,8 mil toneladas de cimento e 126 mil toneladas de aço. A produção total do segmento alcançou a marca de 1,1 milhão de m³ em estruturas pré-moldada, revelando uma capacidade instalada da ordem de 1,9 milhão de m³. Outras constatações do estudo: 54,3% da produção em 2013 foi de concreto protendido e 45,7% de concreto armado; 54,2% das empresas utilizam concreto auto-adensável em sua linha de produção; 16,7% das empresas produzem as estruturas metálicas empregadas nas estruturas; e 28,6% delas executam pré-fabricados nos canteiros de obras.

Chama atenção ainda no estudo o fato de que 18,8% das indústrias do segmento já implantaram em suas fábricas a ferramenta BIM – Building Information Modeling e que 31,2% responderam que pretendem adotá-la nos próximos dois anos. Somando quem já utiliza e quem pretende implantar o BIM nos próximos dois anos, já equivale exatamente a 50% das empresas de pré-fabricado.

Por fim, o estudo da FGV revelou dados sobre o perfil de produção das empresas do segmento no ano de 2012. Mostrou, por exemplo, que cresceu o percentual de indústrias que produz até 10 mil m³, passando de 30% dos pesquisados em 2011, para 47%, em 2012.

Industrialização crescente

Na mensagem principal destinada ao segmento, o presidente do Conselho Estratégico da Abcic, Aguinaldo Mafra Júnior, e a presidente executiva da entidade, Íria Doniak, salientam que “ao contrário de várias cadeias produtivas, que vem sofrendo um preocupante processo de desindustrialização, a construção civil brasileira vive um momento inverso e extremamente dinâmico de industrialização”. Nesse sentido, enfatizam que a construção industrializada tem muito a contribuir com os desafios do Brasil.

“A solução estruturante para demandas de infraestrutura, logística, mobilidade urbana e a diminuição consistente do déficit habitacional passa necessariamente pela industrialização”, atestam os principais dirigentes da Abcic.

A edição de 2013 do Anuário da Abcic conta com o patrocínio da Gerdau, MC-Bauchemie, Nemetschek e Votorantim Cimentos.