O varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresentou um saldo negativo de 248 vagas em maio, resultado proveniente de 2.206 admissões e 2.454 desligamentos. É um cenário menos favorável do que o revelado em abril, quando foram criadas 71 vagas nos setores representados pelo Sincomavi (Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo). Com esse resultado, 2017 acumula apenas 57 postos de trabalho abertos. Já o saldo dos últimos doze meses permanece negativo: 2581 vagas eliminadas. Na comparação interanual houve melhora do cenário, uma vez que foram perdidas 586 vagas em maio de 2016.
Dentre os municípios que compõem a RMSP, São Paulo contou com a maior perda de vagas no mercado de trabalho formal do varejo de materiais de construção em maio: -141 vagas. Em doze meses a cidade também liderou o corte de vínculos, com -1.387 postos. Para o economista Jaime Vasconcellos, ao se observar a evolução mensal da geração de vagas, fica claro que o segundo semestre de 2016 se mostrou bastante negativo, enquanto os primeiros seis meses de 2017 são caracterizados por grande oscilação dos saldos.