A urbanização dos países emergentes, com destaque para a China, tem sido um dos motores do crescimento da Vale
Em 2011, as vendas para a Ásia representaram 52,8% da receita total de US$ 60,9 bilhões. Apenas a comercialização de produtos para os chineses representou cerca de US$ 20 bilhões, quase um terço do faturamento da maior produtora de minério de ferro do mundo. Nos próximos anos, a relevância da região deve se manter: em 25 anos, 800 milhões de chineses irão migrar da zona rural para as cidades. A expansão chegará também às zonas urbanas: hoje o país tem uma média de 34 carros por mil habitantes. Em 2020, essa relação deverá chegar a 100 carros para mil chineses.
De olho nesse mercado, a múlti verde-amarela investe mais em logística no Brasil e no exterior. Para fazer frente às rivais australianas, mais próximas dos clientes asiáticos, a estratégia da Vale contempla aumento da capacidade de portos e ferrovias no Brasil e a criação de uma rede global de suprimento no exterior, com super navios, estações flutuantes e centros de distribuição no Oriente Médio e na Ásia.