A Vale e a Petrobras estão em entendimentos finais para destravar a instalação de um megaprojeto de fertilizantes em Sergipe, avaliado em até US$ 4 bilhões. O empreendimento será integrado, com uma mina de carnalita, minério do qual se extrai cloreto de potássio, e uma unidade química de processamento de adubos, com produção prevista de 2,2 milhões de toneladas por ano, a partir de 2015. Esse volume vai permitir redução da dependência brasileira de matéria-prima estrangeira.
O assunto foi discutido ontem no Planalto entre a presidente Dilma, o ministro Edison Lobão, de Minas e Energia, Murilo Ferreira, presidente da Vale, e Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras. A pauta tratou do arrendamento ou cessão para a Vale da jazida de carnalita que a Petrobras tem em Muruim (SE). Isso é fundamental para se montar o megaprojeto. A Vale já tem uma mina de potássio em Rosário do Catete, também em Sergipe, em fase final de vida útil. Para a empresa desenvolver o novo projeto é crucial que seja selado o acordo com a Petrobras para exploração da jazida de carnalita. Falta a Petrobras decidir se vai optar pelo arrendamento ou cessão da reserva.