A Vale assinou ontem, no Pará, memorando de entendimento com o Grupo Aço Cearense para construir uma laminadora de aço que processará o aço bruto produzido pela Aços Laminados do Pará (Alpa), siderúrgica que será instalada em Marabá pela Vale. O diretor de siderurgia da mineradora, Aristides Corbellini, explicou que a Vale permanece sozinha na construção da usina de placas do Pará, investimento orçado em US$ 2,76 bilhões.
A parceria com a Aço Cearense diz respeito apenas à segunda parte do projeto. Corbellini afirmou que a mineradora não tem, agora, interesse em iniciar negociações para atração de sócios para a primeira fase do empreendimento. "Neste momento vamos tocar este projeto (usina de placas) sozinhos. É um projeto estruturante para o Pará, um projeto de extrema importância para o País, prioridade nacional", disse.
Nos últimos meses, a Vale sofreu intensa pressão do governo por novos investimentos no País, especialmente no Pará, onde está situado o principal complexo da mineradora, Carajás. Chegou-se a especular a substituição do presidente da mineradora, Roger Agnelli, numa ação que teria influência direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Corbellini, porém, desvinculou totalmente o anúncio da siderúrgica paraense dos recentes episódios.