A Vale está fazendo experimentos utilizando a associação entre certos fungos do solo e raízes de plantas nativas da região Amazônica, com o objetivo de utilizá-los no processo de recuperação de áreas que foram utilizadas pela mineração. Com esta tecnologia, plantas associadas a esses fungos poderão diminuir o tempo no processo de reabilitação de áreas degradadas. Com isso, estima-se um aumento na produção de mudas de espécies nativas, que serão utilizadas na revegetação de áreas do projeto Onça Puma, no município paraense de Ourilândia do Norte. A expectativa é que sejam revegetados, aproximadamente, 720 hectares.
Essa técnica contribui para o crescimento e sobrevivência das plantas, por meio do incremento significativo da absorção de água e nutrientes. Além disso, a tecnologia possibilitará uma melhoria da estruturação do solo, contribuindo para o estabelecimento e desenvolvimento das plantas, mesmo em solos com baixos teores de nutrientes, como os que ocorrem em algumas áreas localizadas na região Norte. "A reabilitação de áreas degradadas é difícil e lenta (20 a 30 anos), portanto, queremos reduzir esse tempo a partir do desenvolvimento dessa tecnologia. Nosso objetivo é realizar a recuperação das áreas em menos tempo e com mudas mais resistentes", explica André Luiz, gerente de meio ambiente da Vale.