Pesquisadores apresentam o bambu como sendo um material renovável que pode ser utilizado em diversas áreas
Será comemorado na próxima quarta-feira (14), das 9h30 às 20h30, o “Dia do Bambu”, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, campus Higienópolis, em São Paulo. O evento que faz parte da XXVII Semana de Engenharia e Tecnologia, trará discussões sobre essa fibra de alto valor agregado e que, atualmente, configura como um produto de origem vegetal com grande potencial no agronegócio.
Segundo Guilherme Korte, presidente da APROBAMBU (Associação Brasileira dos Produtores de Bambu), existem no Brasil cerca de 232 espécies nativas. O Acre possui a maior floresta natural com Bambu do mundo e no Mato Grosso do Sul, um grande potencial para o consumo e a produção desta espécie, já que possui a terceira maior floresta de bambu do país. “Nós brasileiros convivemos com o bambu há 400 anos, desde quando os navegadores trouxeram e plantaram diversas espécies exóticas, que na época auxiliavam na filtragem da água, na reforma de embarcações e também como alimento. Hoje, pode-se dizer que o bambu é explorado e estudado no mundo inteiro, seja na obtenção da biomassa e do carvão vegetal para setor siderúrgico ou mesmo na construção civil e na decoração, como pisos, vigas e madeiras a partir da transformação, substituindo até fibra de vidro por fibra de bambu”, explica Korte.