A estimativa é de pesquisadores ligados ao empreendimento, cuja primeira etapa de testes com a captação de água está prevista para o fim do ano ou começo de 2014. Além de transportar água para mudar a realidade social e econômica de regiões vulneráveis à seca, os dois grandes canais que rasgam 700 km do semiárido na transposição do rio São Francisco também podem contribuir para uma outra revolução: a do conhecimento científico sobre a Caatinga, um dos biomas brasileiros mais frágeis e ameaçados.
O centro das atenções está nos preparativos da ampla restauração florestal, obrigatória para o conserto dos danos ao longo de todo o percurso do recurso hídrico. O licenciamento da obra prevê a recuperação de uma faixa de 280 km2, o que implicará o plantio de aproximadamente 47 milhões de mudas de vegetação nativa, a um custo em torno de R$ 450 milhões.