Perigo é afastado para 2017; dados da Sabesp, porém, mostram que, no ano passado, índice de gravidade subiu 22%
A seca de 2014 aumentou em 22% o chamado “risco sistêmico” do Cantareira. Dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) revelam que a chance de o manancial receber por mês um volume de água menor do que o necessário para abastecer a população sem racionamento subiu de 5,5% em 2013 para 6,7% após o primeiro ano da crise hídrica. Mas, segundo a estatal, esse risco será praticamente nulo (0,4%) após a conclusão da obra de transposição de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul, prevista para 2017.
O diagnóstico consta de um edital recém-publicado pela Sabesp para contratar um serviço de apoio à transposição, que poderá levar, em média, 5,1 mil litros por segundo da Represa Jaguari (Paraíba do Sul) para a Atibainha (Cantareira). Com esse reforço, que representa um terço do que é retirado hoje dos reservatórios, a companhia espera acelerar a recuperação do manancial e aumentar a segurança hídrica das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, onde 14 milhões de pessoas dependiam do Cantareira até o início da crise.