Caminho ainda é preliminar, mas gera protestos de mineradoras, que falam em desabastecimento de material de construção
Além de dividir ao meio um hospital e a sede uma prefeitura, passando também por mananciais, um campo de golfe e condomínios residenciais de luxo, o traçado do trem-bala atravessa mais de 300 áreas com processos de mineração. São regiões que já produzem, outras que abrigam pesquisas, algumas requeridas para lavra, em processo de licenciamento ou colocadas em disponibilidade pelo próprio governo para atividades de extração mineral no estado de São Paulo.
Dezenas de tipos de substâncias minerais estão no caminho do primeiro Trem de Alta Velocidade (TAV) do País, entre as quais ouro, caulim, argila, bauxita, granito, calcário, areia. O levantamento, entregue pelas mineradoras à Agência Nacional dos Transportes (ANTT), a partir de dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), não inclui processos minerários no território do Rio de Janeiro, estado bem mais mosdesto em atividades deste tipo. O trajeto de 511 quilômetros de extensão cortará 38 cidades para levar passageiros de Campinas ao Rio de Janeiro, passando por São Paulo.