Inaugurado em 1941, hipódromo da Cidade Jardim não poderá ter suas construções modificadas sem autorização do Condephaat
Condephaat acelerou a decisão depois da revelação, pelo Estado, de que o Jockey cederia 100 mil m² do hipódromo – 1/6 do terreno – para a construção de área comercial O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico do Estado (Condephaat) decidiu ontem, por 11 votos a 4, tombar o Jockey Club de São Paulo. Nenhuma edificação do hipódromo da Cidade Jardim, na zona sul da cidade, poderá ser alterada sem autorização dos conselheiros do órgão - o que, em outras palavras, praticamente enterra os projetos da atual direção do Jockey de ceder parte de seu terreno ao mercado imobiliário.
Segundo o Condephaat, o tombamento engloba todo o terreno murado do Jockey, além de um espaço para eventos localizado na Rua Bento Frias, vizinho do hipódromo. A decisão do órgão foi apressada nas últimas semanas, depois que o Estado revelou os planos do Jockey de ceder 100 mil metros quadrados da área, o equivalente a 1/6 do terreno, para a construção de torres comerciais e um shopping center. O projeto serviria também para abater a dívida da entidade - só de IPTU, são cerca de R$ 150 milhões. O projeto, porém, foi barrado na Justiça.