O carro elétrico parece algo muito distante para a maioria dos brasileiros. Mas, para o presidente mundial da Renault, Carlos Ghosn, o país tem tudo para entrar nessa onda antes do que se imagina. Primeiro, porque leva a vantagem de gerar essa energia em usinas hidrelétricas, um ponto positivo para o ambiente. Além disso, ele espera uma pressão mundial, favorável ao uso da nova tecnologia, principalmente nos maiores mercados de veículos, onde o país já ocupa o quarto lugar. O executivo prevê, no entanto, que o Brasil começará a se inserir no contexto mundial do veículo elétrico somente a partir de iniciativas de governos de cidades sufocadas, como São Paulo.
O salão do automóvel de Paris, que começou a ser apresentado à imprensa ontem, mostra que a indústria deu um salto significativo no desenvolvimento do carro elétrico em comparação com os salões internacionais mais recentes. Basta transitar pelas instalações da exposição para perceber o quanto se avançou nessa direção. Os primeiros modelos estão prontos para chegar ao consumidor, o mercado se organiza para recebê-los já no ano que vem e até os preços já estão sendo anunciados.