Em março, a quatro meses de completar dez anos à frente da Vale, Roger Agnelli, presidente executivo da companhia, não terá o mandato renovado. O Valorapurou que o sentimento dos sócios da multinacional é o de que Agnelli já esgotou um ciclo na mineradora. E ele será substituído dentro de um processo normal e apartidário, a partir da busca de um novo executivo de porte profissional, originário do mercado e capaz de continuar agregando valor à Vale, como ocorre em qualquer grande companhia global privada.
A preocupação maior dos acionistas da companhia - principal produtora mundial de minério de ferro e segunda mineradora em valor de mercado - é que a sucessão de Agnelli não seja politizada. Os controladores querem evitar que a troca de comando provoque um impacto negativo na imagem e, portanto, nas ações da empresa.