O presidente da Repsol, Antonio Brufau, reiterou nesta quarta-feira que o governo argentino terá de pagar o preço justo pelas ações expropriadas da YPF
O presidente da Repsol, Antonio Brufau, reiterou nesta quarta-feira que o governo argentino terá de pagar o preço justo pelas ações expropriadas da YPF, em uma resposta ao vice-ministro argentino de Economia, Axel Kicillof, que afirmou que o Estado não pagará os US$ 10,5 bilhões pedidos pela empresa espanhola. "A Argentina deverá pagar um preço justo pela YPF, com uma cotação que não será feita por Kicillof, que não sabe muito sobre cotações de empresas", afirmou Brufau à imprensa espanhola.
O executivo afirmou que já "era esperada" a postura do governo argentino de discordar sobre o valor da indenização a ser paga à Repsol. Porém, segundo ele, a companhia "acredita na Justiça" porque os tribunais "não respondem à demagogia, mas às cotações". Brufau reiterou que a Repsol "é muito mais" que sua filial argentina YPF e alertou a presidente Cristina Kirchner por suas atitudes unilaterais. "Os governos passam, mas as responsabilidades ficam (...) O caminho é longo e nos encontraremos nele", concluiu.