Economia aquecida garante aos quatro principais grupos crescimento de 22%.
A receita somada das quatro maiores concessionárias de rodovias do país - CCR, OHL, E coRodovias e TPI -, responsáveis por 26 das 52 estradas sob administração privada no Brasil, deve bater em 2010 a marca de R$ 7 bilhões, conforme estimativas preliminares. O crescimento é de 22% em relação a 2009, quando faturaram R$ 5,7 bilhões. O resultado é respeitável frente a outros setores da economia, mas usual no ramo - entre 2008 e 2009, o crescimento somado das quatro foi de 27%. Ao contrário de outros anos, contudo, desta vez a fatura não é resultado da chegada de novos ativos nem de um ricochete inflacionário. A maior explicação é mesmo o crescimento da economia.
Segundo representantes do setor, o resultado excepcional de 2010 de alguma forma regenerou os traumas provocados pela crise do início de 2009, que deixou aquele ano com crescimento no volume de veículos próximo a zero. Na ocasião, os grupos foram salvos por uma inflação fora do comum no ano anterior - reajustes de até 15% nos pedágios - e o impacto da chegada dos lotes de estradas leiloadas pelo governo federal e de São Paulo entre 2007 e 2008.