Estabilidade e crescimento do PIB abrem oportunidades a empresas. Mas falta de complementaridade econômica e concorrência chinesa são obstáculos. Crescimento das exportações, melhoria das políticas macroeconômicas e recebimento de investimentos diretos tê
O presidente Lula encerra neste final de semana sua 10ª viagem a África. A aproximação com países do continente, pretendida pelo governo brasileiro, faz sentido econômico, segundo analistas ouvidos por VEJA.com. A despeito de o imaginário nacional sobre o continente continuar repleto de imagens que remetem à instabilidade política, doenças, violência étnica e pobreza extrema, diversos países africanos vivem um bom momento. Dados da consultoria African Economic Outlook (AEO) revelam, por exemplo, que os países africanos cresceram, em média, 6% ao ano de 2005 a 2008 – com destaque para a porção oriental, com taxa de 8,2% ao ano. Em 2009, enquanto o mundo afundava na recessão, a economia do continente conseguiu se expandir 1,4%. Apesar do cenário positivo, as oportunidades para as empresas brasileiras na região não são variadas.
Estudo da consultoria McKinsey, intitulado “Leões em Ação”, exorta o setor privado “a não se dar o luxo de ignorar o potencial africano”. Sua população de 1 bilhão de habitantes consumiu no ano passado 860 bilhões de dólares em bens e serviços – pouco acima do que a Índia, inegável potência emergente, conseguiu com seu 1,2 bilhão de cidadãos.