Pelo menos três projetos parecidos podem ser transformados em um só.
Em vez de cada um construir o seu alcoolduto, produtores de etanol devem se unir num único projeto de infraestrutura para viabilizar o transporte do combustível das regiões produtoras para os mercados consumidores. A construção de um duto ligando usinas de cana-de-açúcar do interior do Centro-Oeste a São Paulo, com cerca de dois mil quilômetros de extensão incluindo as ramificações, exige investimentos de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões e pode ter a participação de pelo menos três empresas que possuem projetos de logística muito parecidos.
"Não existe espaço para três alcooldutos. O grande desafio do setor hoje é fazer convergir esses projetos numa estrutura única", afirma Luis Felli, vice-presidente de Operações Agroindústria da ETH Bioenergia, subsidiária da Odebrecht no setor sucroalcoleiro. Segundo ele, é necessário um alcoolduto com diâmetro maior que o usual para atender à demanda dos produtores.