O aquecimento do mercado imobiliário começa a tirar da gaveta um projeto de alto custo de implantação que poderá pôr fim a um contencioso de longa duração entre os moradores do bairro de mais alta renda de Belo Horizonte e os proprietários da única mina a céu aberto na cidade, a Mineração Lagoa Seca (MLS), da família Pentagna Guimarães, que explora dolomita, utilizado na siderurgia.
A licença para exploração a céu aberto expira em abril de 2012 e não deve ser renovada pela Prefeitura. A MLS, em parceria com as construtoras Patrimar e Caparaó, tenta convencer o poder público a autorizar um projeto para a construção de 15 torres residenciais e dois edifícios comerciais na área. Segundo o diretor da Patrimar, Marcelo Martins, o valor geral de vendas deve chegar a R$ 2 bilhões. A MLS continuaria lavrando dolomita, mas de modo subterrâneo.