Com olhos no longo prazo, mais do que o impacto do volume adicional ofertado nos preços da celulose, os custos em alta é que poderão acender a luz amarela para novos investimentos na região
Uma das mais tradicionais empresas de engenharia, consultoria e gerenciamento de projetos de celulose e papel do mundo, a Pöyry vê espaço para entrada em operação de todas as novas fábricas de celulose anunciadas para o Brasil até o fim da década. Haveria ainda condições de mercado para mais dois empreendimentos entre 2021 e 2025, na avaliação do diretor de negócios da Pöyry Tecnologia, Marcel Moreno. "Hoje tem espaço para todo mundo", afirmou.
Com olhos no longo prazo, mais do que o impacto do volume adicional ofertado nos preços da celulose, os custos em alta é que poderão acender a luz amarela para novos investimentos na região. "Isso poderia tornar novos projetos no país inviáveis e levar os produtores para outros países." Hoje, para produzir uma tonelada da matéria-prima, são necessários investimentos de cerca de US$ 2,4 mil. Em 2000, o desembolso era de US$ 1 mil por tonelada. "Mão de obra, insumos, terras. Tudo tem ficado mais caro no Brasil", explicou.