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Petrobras não adiará projetos em caso de limite de endividamento

Redação GC 19/08/2010 às 14h27
Petrobras não adiará projetos em caso de limite de endividamento

Fonte: Valor Online

O diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que, caso o limite de 35% imposto pelo Conselho de Administração da companhia na relação entre o endividamento líquido e a capitalização líquida seja ultrapassado, não haverá mudança "completa" na situação da empresa. Em teleconferência com analistas, o diretor garantiu que um eventual adiamento da operação de capitalização da companhia com a posterior ultrapassagem do limite de 35% - no segundo trimestre a companhia atingiu 34,74% - não significará um imediato adiamento de projetos e redução de investimentos. "Qualquer atitude da companhia seria derivada de análise mais consistente, de longo prazo, olhando para as metas que ela pretende realizar e aí a capitalização é uma das metas. A gente não vê como se fosse algo de mudança completa na situação da empresa o fato de atingir ou mesmo ultrapassar os 35%", frisou Barbassa, ressaltando que não há nenhuma previsão, por parte da companhia, de que a capitalização atrase e não ocorra em setembro.

O diretor financeiro da Petrobras também fez questão de frisar que o limite de 35% foi imposto pela companhia e que não é sinônimo de um teto para manter o grau de investimento concedido pelas agências de rating. "Já ultrapassamos esse limite no passado. Não é visto como detonador, como evento que venha a causar a perda do ' investment grade ' (grau de investimento), que é resultado de análise muito mais ampla", acrescentou o executivo. O diretor financeiro também deixou claro que os até 5 bilhões de barris que serão cedidos onerosamente à companhia pela União não têm a sua exploração prevista no Plano de Negócios da estatal. "Depois que fizermos a transação, que esperamos estar concluída em setembro, vamos reavaliar e ver como vai se somar, mas expectativa é de que se some e não que se desloque outros projetos que estão em andamento", explicou o executivo. (Rafael Rosas | Valor)

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