Um dos obstáculos para o cumprimento de metas de produção da Petrobras nos próximos dois anos é a entrega de equipamentos para desenvolvimento da produção do pré-sal.
Na Conferência de Energia promovida pelo banco Credit Suisse em Londres, na quinta-feira, um representante da estatal explicou que a Petrobras enfrenta atrasos na entrega de árvores de natal molhadas e trabalha com adiamento de um ano de toda a programação de entrega das plataformas "replicantes". Esse é o modo como a estatal define as oito FPSOs idênticas destinadas ao pré-sal e cujos cascos serão construídos no complexo naval de Rio Grande (RS), da Engevix.
O problema com as árvores de natal foi confirmado na sexta-feira pela presidente da Petrobras, Graça Foster, depois de participar da abertura do Fórum de Sustentabilidade Corporativa, evento da Rio+20. Graça mencionou o investimento em 2012, de R$ 83,2 bilhões, R$ 11 bilhões maior que o de 2011, e afirmou que a execução depende exclusivamente da capacidade física dos fornecedores, acrescentando que os fabricantes internacionais "devem mais em termos de atraso que os nacionais, diga-se de passagem".