A Petrobras desistiu de comprar a participação da italiana Eni na Galp. Ontem a companhia se negou a comentar as informações publicadas na imprensa portuguesa sobre as negociações, mas o Valor apurou que elas foram encerradas. A Petrobras não comenta o assunto e nem informa as razões, provavelmente para não afetar as ações da Galp no mercado. Aparentemente, o problema não foi o preço, mas questões relacionadas à governança da companhia portuguesa, que conta com grande diversidade de acionistas.
A Galp tem o controle compartilhado pela italiana Eni (33,34%); pela Parpública, que reúne participações do governo português em empresas que foram privatizadas, e tem 7% de fatia na petroleira; pela Caixa Geral de Depósitos, que tem 1%; e pela Amorim Energia, que possui outros 33,34%. Essa última empresa é controlada pelo bilionário Américo Amorim e tem em seu capital a holding chamada Esperanza, controlada pela empresária Isabel Santos e pela estatal angolana Sonangol, que indiretamente tem 9% da Galp.