A escolha de um ocupante para a nova diretoria corporativa que será criada na Petrobras deve ficar em banho-maria. Primeiro, porque o governo quer evitar pressões consideradas desnecessárias até que, pelo menos, sejam decididas as presidências da Câmara e do Senado na legislatura que se inicia no dia 1º de fevereiro. Por isso, a avaliação na estatal é quanto menos se falar no assunto, nesse momento, melhor, pois a intenção em Brasília é evitar reacender o apetite do PMDB por cargos.
Em segundo lugar, e não menos importante, está o fato de ainda faltarem trâmites na Petrobras. A criação da nova diretoria foi aprovada pelo conselho de administração da estatal, mas ainda é necessária convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) e um decreto presidencial para que possa ser criada. A expectativa da direção da estatal é esse processo ainda demore de cinco a seis meses.