O Estado vai entrar na disputa para receber a central de energia nuclear que o governo federal planeja implantar no Nordeste, segundo o secretário estadual de Recursos Hídricos, João Bosco. O primeiro passo para isso será a inclusão do empreendimento no Plano Decenal de Energia (PDE), que indica as empresas de geração que devem ser implantadas. A central deve receber um investimento de cerca de R$ 9 bilhões, que será bancado pelo governo federal. “A entrada do empreendimento no PDE é fundamental para que ele saia do papel”, disse ontem o secretário, durante a 9ª Reunião do Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que ocorreu na sede da autarquia.
“O PDE que está para sair não tem nada de empreendimento nuclear, além de Angra III. Estamos propondo que a Sudene faça um debate sobre energia nuclear, eólica, os aproveitamentos que podem ser feitos nos rios São Francisco e Parnaíba e dê uma contribuição organizada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE)”, afirmou o governador Eduardo Campos, durante a reunião do Condel.