Banqueiro avalia que ritmo atual do PIB pode ser mantido apenas com mudanças pontuais
O Brasil não precisa de reformas, ou, ao menos, essas não são prioritárias para sustentar o elevado crescimento econômico de 2010 pelos próximos anos. Melhor ainda: com pequenas alterações tópicas, como microrreformas setoriais, o país pode manter o ritmo de 7% de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) por "um bom tempo". A avaliação não é de um integrante do governo, ou mesmo de um economista ligado à oposição, mas de Roberto Setúbal, presidente do Itaú Unibanco, o maior banco privado do país.
Presente em seminário promovido ontem pela americana Fletcher School, na sede da Fecomercio, em São Paulo, Setúbal se contrapôs ao discurso de Rubens Barbosa, ex-embaixador brasileiro em Washington e Londres, para quem as eleições presidenciais que ocorrerão em dez dias "são fundamentais por decidir quem implementará as reformas estruturais, que são cruciais para nosso futuro".